Natal somos nós quando decidimos nascer de novo, a cada dia, nos transformando. Somos o pinheiro de natal quando resistimos vigorosamente aos tropeços da caminhada. Somos os enfeites de natal quando nossas virtudes, nossos atos, são cores que adornam. Somos os sinos do natal quando chamamos, congregamos e procuramos unir. Somos luzes do natal quando simplificamos e damos soluções. Somos presépios do natal quando nos tomamos pobres para enriquecer a todos. Somos os anjos do natal quando cantamos ao mundo o amor e a alegria. Somos os pastores de natal quando enchemos nossos corações vazios com Aquele que tudo tem. Somos estrelas do natal quando conduzimos alguém ao Senhor. Somos os Reis Magos quando damos o que temos de melhor, não importando a quem. Somos as velas do natal quando distribuímos harmonia por onde passamos Somos Papai Noel quando criamos lindos sonhos nas mentes infantis. Somos os presentes de natal quando somos verdadeiros amigos para todos. Somos cartões de natal quando a bondade está escrita em nossas mãos. Somos as missas do natal quando nos tomamos louvor, oferenda e comunhão. Somos as ceias do natal quando saciamos de pão, de esperança, qualquer pobre do nosso lado. Somos as festas de natal quando nos despimos do luto e vestimos a gala. Somos sim, a Noite Feliz do Natal, quando humildemente e conscientemente, mesmo sem símbolos e aparatos, sorrimos com confiança e ternura na contemplação interior de um natal perene que estabelece seu Reino em nós. Obrigado Jesus! Por vossa luz, perdão e compreensão. Feliz Natal, Amigos!
quarta-feira, 26 de dezembro de 2012
Natal Somos Nós!
Natal somos nós quando decidimos nascer de novo, a cada dia, nos transformando. Somos o pinheiro de natal quando resistimos vigorosamente aos tropeços da caminhada. Somos os enfeites de natal quando nossas virtudes, nossos atos, são cores que adornam. Somos os sinos do natal quando chamamos, congregamos e procuramos unir. Somos luzes do natal quando simplificamos e damos soluções. Somos presépios do natal quando nos tomamos pobres para enriquecer a todos. Somos os anjos do natal quando cantamos ao mundo o amor e a alegria. Somos os pastores de natal quando enchemos nossos corações vazios com Aquele que tudo tem. Somos estrelas do natal quando conduzimos alguém ao Senhor. Somos os Reis Magos quando damos o que temos de melhor, não importando a quem. Somos as velas do natal quando distribuímos harmonia por onde passamos Somos Papai Noel quando criamos lindos sonhos nas mentes infantis. Somos os presentes de natal quando somos verdadeiros amigos para todos. Somos cartões de natal quando a bondade está escrita em nossas mãos. Somos as missas do natal quando nos tomamos louvor, oferenda e comunhão. Somos as ceias do natal quando saciamos de pão, de esperança, qualquer pobre do nosso lado. Somos as festas de natal quando nos despimos do luto e vestimos a gala. Somos sim, a Noite Feliz do Natal, quando humildemente e conscientemente, mesmo sem símbolos e aparatos, sorrimos com confiança e ternura na contemplação interior de um natal perene que estabelece seu Reino em nós. Obrigado Jesus! Por vossa luz, perdão e compreensão. Feliz Natal, Amigos!
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domingo, 9 de dezembro de 2012
NINGUEM PODE VIVER ISOLADO
Aristóteles fundamenta a tese
que “o homem é um animal social” dizendo que a união entre os homens é natural,
porque o homem é um ser naturalmente carente, que necessita de coisas e de
outras pessoas para alcançar a sua plenitude. Aristóteles afirma:
“As
primeiras uniões entre pessoas, oriundas de uma necessidade natural, são
aquelas entre seres incapazes de existir um sem o outro, ou seja, a união da
mulher e do homem para perpetuação da espécie (isto não é resultado de uma
escolha, mas nas criaturas humanas, tal como no outros animais e nas plantas,
há um impulso natural no sentido de querer deixar depois de individuo um outro
ser da mesma espécie).” (Política, I, 1252a e 1252b, 13-4)
Aristóteles faz a diferenciação entre dois tipos de espécies, as
gregárias (koinonia), e as solitárias (monadika), sendo que o
homem faz parte das duas espécies. As duas espécies são passiveis de uma nova
divisão, aquelas que são propensas há uma vida sociável (politika) e
aquelas que vivem de maneira esparsa (sporadika). O homem faz parte do
primeiro grupo (politika). Portanto, a sociabilidade faz parte da
natureza humana. Segundo Aristóteles:
“a cidade é uma criação natural, e
que o homem é por natureza uma animal social, e que é por natureza e não por
mero acidente, não fizesse parte de cidade alguma, seria desprezível ou estaria
acima da humanidade [...] Agora é evidente que o homem, muito mais que a abelha
ou outro animal gregário, é um animal social. Como costumamos dizer, a natureza
não faz nada sem um propósito, e o homem é o único entre os animais que tem o
dom da fala. Na verdade, a simples voz pode indicar a dor e o prazer, os outros
animais a possuem (sua natureza foi desenvolvida somente até o ponto de ter
sensações do que é doloroso ou agradável e externá-las entre si), mas a fala
tem a finalidade de indicar o conveniente e o nocivo, e portanto também o justo
e o injusto; a característica especifica do homem em comparação com os outros
animais é que somente ele tem o sentimento do bem e do mal, do justo e do
injusto e de outras qualidades morais, e é a comunidade de seres com tal
sentimento que constitui a família e a cidade.” (Política, I, 1253b, 15)
Assim, “a natureza social do homem se manifesta na linguagem, no dizer ou
no logos [...] O homem é o único animal que fala, e o falar é função social”
(MARÍAS 2004, 91). Assim em sociedade, o homem poderá realizar a sua potencia
mais elevada – vida política (politikon).
Pensando na definição de Aristóteles, posso dizer que o homem enquanto
ser social partilha de uma herança genética que o define como ser humano. A
nossa estrutura cerebral permite-nos desenvolver a linguagem e interpretar os
estímulos provenientes do meio. É na
capacidade de o ser humano se adaptar ao meio e de transmitir ás gerações
seguintes as suas conquistas, é na sua capacidade de aprender que reside a
linha que distingue o ser humano do animal. O homem só se realiza como Pessoa
na relação com os outros, relação essa que tem vários níveis e assume múltiplas
formas: universalidade; sociabilidade e intimidade. Ao nível da
intimidade a pessoa encara-se como um ser dotado de uma consciencia de si,
baseada na racionalidade e nas emoções que, embora seja individual e interior,
só se constroi com base em relações significativas com outros seres humanos... Ao
nível da sociabilidade a pessoa encontra-se como membro de uma sociedade
organizada, necessitando de passar por um longo processo de socialização até
que possa assumir-se como um membro ativo da sociedade a que pertence.
Não se pode dizer que a sociedade é uma mera soma de individuos, uma vez que
cada individuo é, em si mesmo, um produto da cultura da sociedade a que
pertence.
Sendo assim, podemos dizer que ninguém
gosta de viver só, vivemos em busca de um ideal de felicidade que só pode ser
encontrado na coletividade, por exemplo: como podemos ser felizes se não
podemos compartilhar a felicidade com outras pessoas? Possuem-se bens materiais
de grande valor para quem vou mostrar? Todos tem necessidade da companhia de
outras pessoas. Podemos, por algum tempo viver isolados, mas não por muito
tempo. Por isso como Aristóteles define, viver em sociedade constitui uma característica
fundamental da pessoa humana. Já na idade da pedra, os homens se reuniam para
caçar e descobrir um modo de sobreviver. Podemos observar que o homem em grupo
pode se organizar e se fortalecer para enfrentar as vicissitudes da vida,
percebe-se que o homem não viveria por muito tempo de forma isolada.
O escritor italiano Umberto Paolo
Quintavalle é autor de um conto intitulado “As Quatro Drogas de Robinson Crusoé”. O personagem desse conto tem
uma grande tendência para viver isolado. Naufrago, passa a viver numa ilha de
fauna e vegetação abundantes, mas não habitada pelo homem. Goza de algum
conforto: alimentação farta e quase nenhum trabalho. Mas seus únicos
companheiros são pequenos macacos e cabras afáveis. Quando já velho, pressente
a morte e lamenta: “Preferiria a miséria, a falta de bens materiais, desde que tivesse
comigo um único ser humano. Não precisaria toca-lo: já me bastaria vê-lo. Hoje
sei que a solidão é horrível. Não existe miséria pior que estar só”.
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quinta-feira, 6 de dezembro de 2012
POSSE NA ACADEMIA OLIMPIENSE DE LETRAS - 01/12/2012
Sábado, dia 01 de Dezembro de
2012 tomei posse na cadeira 05 da Academia Olimpiense de Letras. Tendo como
patrono o poeta, contista e cronista brasileiro Carlos Drummond de Andrade, a escolha de patronos
ocorreu na reunião do dia 03 de julho de 2012 onde se deu por meio de sorteio,
os acadêmicos já haviam pesquisado grandes escritores do ramo da literatura que
mais simpatizavam, nesse dia fiquei muito emocionado porque já sentia muita
admiração por Drummond, considerado um dos maiores representantes da literatura
brasileira do século XX, fiquei muito emocionado naquele dia, da mesma forma
que fique emocionado no dia da posse onde me senti honrado e orgulhoso de fazer
parte desse grupo ilustre da Academia Olimpiense de Letras, onde estarei junto
com os confrades defendendo e promovendo nossa sexta Arte, a Literatura. A
Academia Olimpiense de Letras foi criada em 19 de junho de 2012, onde tambem
foi ecolhida a primeira diretoria da qual sou 1º tesoureiro. Assim nasce a beleza da realização de sonhos!
São tantos os sonhos possíveis na construção de nossos castelos, e como são encantadores, viver a liberdade real, uma liberdade que poucos alcançam, essa que me refiro é a busca da verdade, aquela verdade que não existe neste mundo, a verdade do mundo das idéias aquela mundo real de Platão. Sou livre quando escrevo, quando escrevo não sinto censura, a verdade não é para quem escolhe e sim para quem busca. Buscar? Buscar o que? Sonhos? Fantasias? Verdades!...sim verdades, os sonhos nos revelam verdades. Os sonhos são extraordinariamente sedutores porque nos permitem vislumbrar o inatingível e também porque nos dão a possibilidade de comemorar, no sobressalto, a certeza de que as agruras em momento de sono profundo, podem não passar de provocações dos sentidos. Nos sonhos vivem os poetas, os contadores de estórias. Imersos na fantasia da suposição, imaginam-se esses personagens, capazes de revolver montanhas, de reciclar sentimentos, de provocar encontros promissores entre a incerteza e a convicção.
GFM
São tantos os sonhos possíveis na construção de nossos castelos, e como são encantadores, viver a liberdade real, uma liberdade que poucos alcançam, essa que me refiro é a busca da verdade, aquela verdade que não existe neste mundo, a verdade do mundo das idéias aquela mundo real de Platão. Sou livre quando escrevo, quando escrevo não sinto censura, a verdade não é para quem escolhe e sim para quem busca. Buscar? Buscar o que? Sonhos? Fantasias? Verdades!...sim verdades, os sonhos nos revelam verdades. Os sonhos são extraordinariamente sedutores porque nos permitem vislumbrar o inatingível e também porque nos dão a possibilidade de comemorar, no sobressalto, a certeza de que as agruras em momento de sono profundo, podem não passar de provocações dos sentidos. Nos sonhos vivem os poetas, os contadores de estórias. Imersos na fantasia da suposição, imaginam-se esses personagens, capazes de revolver montanhas, de reciclar sentimentos, de provocar encontros promissores entre a incerteza e a convicção.
GFM
terça-feira, 4 de dezembro de 2012
Como se resolve a indisciplina?
Que a profissão docente passa
por um momento delicado é algo reconhecido não apenas por quem faz da
sala de aula o seu dia a dia, mas também pelos estudiosos que se debruçam sobre
o assunto. Philippe Perrenoud, referência na sociologia da Educação, costuma
afirmar que nunca foi tão difícil ser professor.
Isso porque a escola passa por
dois movimentos de mudança - ambos externos aos seus muros. Por um lado,
cobra-se cada vez mais tarefas da instituição: ensino dos conteúdos
regulares, temas transversais, cidadania, ética, educação sexual e por aí vai.
De outro, afirma o especialista, "as condições de exercício da profissão
estão cada vez mais difíceis".
Entre essas dificuldades, a
indisciplina lidera a lista de queixas. Pesquisa realizada por NOVA
ESCOLA e Ibope em 2007 com 500 professores de todo o país revelou que 69% deles
apontavam a indisciplina e a falta de atenção entre os principais problemas da
sala de aula. Só quem sente na pele a questão no cotidiano tem a real
dimensão de como o problema é desgastante, levando ao desestímulo com a
profissão e, muitas vezes, até ao abandono.
Mas, calma. Respire. É possível,
sim, virar esse jogo. Quer conseguir uma turma atenta e motivada? Sim, é
possível. Na maioria das vezes, trata-se de um trabalho de longo prazo, com
avanços e recuos e rediscussões permanentes, em que o trabalho em equipe é
essencial. Não há receita mágica, mas muitos caminhos para chegar lá.
Fonte:
http://revistaescola.abril.com.br/gestao-escolar/diretor/indisciplina-503228.shtml
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Indisciplina na Aula
Um comportamento
indisciplinado é qualquer acto ou omissão que
contraria alguns princípios do regulamento interno ou regras básicas estabelecidas pela
escola ou pelo professor ou pela comunidade. A indisciplina é uma resposta à autoridade
do professor.
O aluno contesta porque não está de acordo com as exigências do professor, com
os valores que ele pretende impor, com os seus critérios de avaliação, a sua
parcialidade, ... Existe entre o professor e o aluno uma relação desequilibrada. O aluno
não aceita o professor ou a sua disciplina. O professor não consegue motivar o aluno ou
despertá-lo ou cativá-lo.
Os motivos da indisciplina podem ser extrínsecos à aula , tais como problemas familiares, inserção social ou escolar, excessiva protecção dos pais, carências sociais, forte influência de ídolos violentos, etc. Nestes casos o professor pouco pode fazer. No entanto existem outras causas que resultam de disfunções entre os alunos e a escola.
Os motivos da indisciplina podem ser extrínsecos à aula , tais como problemas familiares, inserção social ou escolar, excessiva protecção dos pais, carências sociais, forte influência de ídolos violentos, etc. Nestes casos o professor pouco pode fazer. No entanto existem outras causas que resultam de disfunções entre os alunos e a escola.
Desmotivação dos alunos e o desinteresse explicito por aquilo que se pretende
ensinar ou qualquer outro comportamento inadequado, por vezes não são mais do que
chamadas de atenção ao professor sobre os seus métodos de ensino ou sobre as
estratégias de relação na aula. O professor deve ser explícito e justo na negociação
do contrato que é feito com os alunos. A alteração das regras pode provocar
indisciplina.Um aluno indisciplinado pode não ter insucesso.
O aluno traz para a aula os valores e atitudes que foi apreendendo até aquele momento. A indisciplina pode ser um reflexo da ausência de condições para uma adequada educação familiar.
A indisciplina pode surgir como a outra alternativa ao seu insucesso escolar, procurando deste modo "valorizar" a sua relação com os outros. Este insucesso não se refere exclusivamente às classificações nas disciplinas, mas também em certos valores, que ele pensa serem assumidos pela comunidade, e que o aluno não vê reflectido nele.
A própria constituição física ou intelectual do aluno pode provocar comportamentos indisciplinados. A imaturidade, a vadiagem, a desatenção, a incapacidade de fixação, o baixo rendimento escolar, a agressividade devem ser pesquisadas como sintomas de distúrbios mais profundos (quer fisiológicos, quer emocionais), que é preciso tratar, sem o qual as repressões ou sanções serão totalmente ineficazes e até contraproducentes.
A Conversa entre os alunos pode ser outra forma de
indisciplina. Os alunos falam e continuam a falar, mesmo depois do professor os chamar à
atenção.
- Porquê a necessidade de conversar nas aulas ?
· Para relatar assuntos exteriores à
sala de aula.
· Para mostrar que faz parte do
grupo/turma.
· Para mostrar oposição à autoridade
do professor.
· Para esclarecer ou compreender o que o
professor acabou de dizer.
· Para mostrar o seu descontentamento com
a disciplina e/ou o professor. Etc .
*Utilizam-se estratégias adequadas a cada aluno e a cada situação. A linguagem e o
discurso adequados do professor são instrumentos capazes de alterar alguns
comportamentos.
Como prevenir
comportamentos indesejáveis numa aula?
A prevenção deverá ser ponderada.
No inicio do ano escolar os desconhecidos encontram-se com apreensão. Tanto o professor
como os alunos fazem avaliações mútuas. O professor utiliza estratégias mais ou menos
adequadas de modo a prevenir comportamentos indesejáveis. Define as regras
comportamentais, de um modo explicito ou não, entre os alunos e entre si e eles,
principalmente se a turma se mostra muito indisciplinada. Regras estas que vão sendo
reforçadas ou tornam-se flexíveis ao longo do ano, paralelamente a uma pioria ou uma
melhoria das atitudes dos alunos.
O professor é um líder. Para os alunos, o professor é a imagem de um ideal
(positivo ou negativo), queira-se ou não.
Um objectivo do professor é favorecer um determinado modelo de conduta. Favorecer o
desenvolvimento de comportamentos e uma forma de estar na vida para o aluno.
O professor assume no início algumas atitudes, que ao longo do ano se tornam mais
ou menos flexíveis:
- mostrar-se sério nas primeiras aulas,
não tendo um sorriso fácil;
- impedir ou limitar as saídas durante a
aula;
- não permitir que se levantem do lugar
sem que peçam autorização;
- não permitir que troquem materiais sem
que peçam autorização;
- dispor os alunos em lugares fixos de
modo a favorecer a cooperação e a concentração;
- quando um aluno ou o professor fala os
outros escutam;
- não confundir a simpatia com o
"porreirismo da silva".
Se o professor assumir uma atitude disponível mas realista, dando confiança aos alunos
mas sem perder a situação e sem se mostrar inutilmente permissivo, é possível que
consiga evitar alguns conflitos.
É muito importante a fase inicial do ano. Torna-se conveniente evitar o mais possível o recurso a castigos e a críticas. O professor deve assumir a atitude de quem detém um poder mas não se sabe bem quanto nem quando o vai usar. Se um professor usa demais as mesmas armas, acaba por ficar desarmado. Não é aconselhável a censura permanente, sendo mais adequado ignorar os comportamentos incorrectos que não perturbem directamente com o desenrolar da aula. Utilizam-se estratégias adequadas a cada aluno e a cada situação.
A seguir apresentam-se a algumas estratégias que o professor pode adoptar para prevenir comportamentos indisciplinados.
» Reflectir sobre as atitudes e
funções do professor .
» Planificar a aula cuidadosamente
em todos os seus momentos. Promove-se a concentração. Quanto mais eficaz e bem
organizada for uma aula, melhor vai ser o comportamento de cada aluno.
» Cativar os alunos para a sua
disciplina, de modo que eles não digam que "a veradeira vida é lá fora".
» Observar cada aluno.
» Favorecer o desenvolvimento da autoconfiança.
» Fomentar o respeito mútuo entre
os alunos e entre os alunos e o professor.
» Discutir com os alunos o regulamento
de uma turma, respeitando-o e fazendo-o respeitar.
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sábado, 1 de dezembro de 2012
A PLURALIDADE CULTURAL
RESENHA DO FILME: ESCRITORES DA LIBERDADE
O filme "Escritores da
Liberdade" aborda o desafio da educação em um contexto social problemático
e violento, que uma professora novata em uma instituição de "ensino
médio", a fim de lecionar Língua Inglesa e Literatura para uma turma de
adolescentes considerados "turbulentos", inclusive envolvidos com
gangues.
Ao perceber os grandes problemas enfrentados por tais estudantes, a professora resolve adotar novos métodos de ensino, ainda que sem a concordância da diretora do colégio. Para isso, a educadora entregou aos seus alunos um caderno para que escrevessem, diariamente, sobre aspectos de suas próprias vidas, desde conflitos internos até problemas familiares. Ademais, a professora indicou a leitura de diferentes obras sobre episódios cruciais da humanidade, como o célebre livro "O Diário de Anne Frank", com o objetivo de que os alunos percebessem a necessidade de tolerância mútua, sem a qual muitas barbáries ocorreram e ainda podem se perpetrar.
Com o passar do tempo, os alunos vão se engajando em seus escritos nos diários e, trocando experiências de vida, passam a conviver de forma mais tolerante, superando entraves em suas próprias rotinas. Assim, eles reuniram seus diários em um livro, que foi publicado nos Estados Unidos em 1999, após uma série de dificuldades. É claro que projetos inovadores como esse, em se tratando de estabelecimentos de ensino com poucos recursos, enfrentam diversos obstáculos, desde a burocracia até a resistência aos novos paradigmas pedagógicos. Em países como o Brasil, então, as dificuldades são imensas, mas superáveis, se houver engajamento e esforços próprios.
O filme nos faz refletir quem somos nos, quais são as pessoas com as quais todo o dia interage, com que profundidade conhecemos nossos colegas de trabalho. E para nos professores, quais são as informações que possuímos a respeito de nossos seus alunos. Normalmente temos apenas uma visão superficial e pouco clara da maior parte dos relacionamentos que estabelecemos ao longo de nossas existências. E será que estamos preocupados com isso de maneira adequada? Em se tratando de escolas, por exemplo, em muitos casos parece que o nosso único dever é o de ministrar aulas, passar conteúdos, preencher cadernetas, corrigir provas, cumprir cronogramas e planejamentos. O que não parece muito diferente daquilo que acontece em tantos outros setores produtivos da sociedade, sejam eles hospitais ou escritórios, fábricas ou lojas.
Ao perceber os grandes problemas enfrentados por tais estudantes, a professora resolve adotar novos métodos de ensino, ainda que sem a concordância da diretora do colégio. Para isso, a educadora entregou aos seus alunos um caderno para que escrevessem, diariamente, sobre aspectos de suas próprias vidas, desde conflitos internos até problemas familiares. Ademais, a professora indicou a leitura de diferentes obras sobre episódios cruciais da humanidade, como o célebre livro "O Diário de Anne Frank", com o objetivo de que os alunos percebessem a necessidade de tolerância mútua, sem a qual muitas barbáries ocorreram e ainda podem se perpetrar.
Com o passar do tempo, os alunos vão se engajando em seus escritos nos diários e, trocando experiências de vida, passam a conviver de forma mais tolerante, superando entraves em suas próprias rotinas. Assim, eles reuniram seus diários em um livro, que foi publicado nos Estados Unidos em 1999, após uma série de dificuldades. É claro que projetos inovadores como esse, em se tratando de estabelecimentos de ensino com poucos recursos, enfrentam diversos obstáculos, desde a burocracia até a resistência aos novos paradigmas pedagógicos. Em países como o Brasil, então, as dificuldades são imensas, mas superáveis, se houver engajamento e esforços próprios.
O filme nos faz refletir quem somos nos, quais são as pessoas com as quais todo o dia interage, com que profundidade conhecemos nossos colegas de trabalho. E para nos professores, quais são as informações que possuímos a respeito de nossos seus alunos. Normalmente temos apenas uma visão superficial e pouco clara da maior parte dos relacionamentos que estabelecemos ao longo de nossas existências. E será que estamos preocupados com isso de maneira adequada? Em se tratando de escolas, por exemplo, em muitos casos parece que o nosso único dever é o de ministrar aulas, passar conteúdos, preencher cadernetas, corrigir provas, cumprir cronogramas e planejamentos. O que não parece muito diferente daquilo que acontece em tantos outros setores produtivos da sociedade, sejam eles hospitais ou escritórios, fábricas ou lojas.
Nesse sentido, o filme
"Escritores da Liberdade", demonstra apesar das diferenças podemos
conviver em harmonia e que sobretudo
pela sua ênfase no papel da educação como mecanismo de transformações
individuais e comunitárias. Com essas considerações, vê-se que a educação,
como já ressaltaram grandes educadores da estirpe de Paulo Freire, tem um papel
indispensável no implemento de novas realidades sociais, a partir da
conscientização de cada ser humano como artífice de possíveis avanços em sua
própria vida e, principalmente, em sua comunidade.
Ao criar um elo de contato com
o mundo, a professora fornece aos alunos um elemento real de comunicação que
permite aos mesmos se libertar de seus medos, anseios, aflições e inseguranças.
Partindo do exemplo de Anne Frank, menina judia alemã, branca como a
professora, que sofreu perseguições por parte dos nazistas até perder a vida
durante a 2ª Guerra Mundial, Erin consegue mostrar aos alunos que os
impedimentos e situações de exclusão e preconceito podem afetar a todos, independentemente
da cor da pele, da origem étnica, da religião, e do saldo bancário.
O professor deve ter uma
olhar amplo sobre as culturas e a
diversidade racial, isso é , o professor deve estar livre de preconceitos para
poder trabalhar essas questões. A intolerância é, sabidamente, cultural. É um
conceito construído ao longo de nossas existências. A tolerância, em
contrapartida, parece nascer com cada ser humano. As crianças constituem o
maior exemplo disso. Não há cerceamentos e restrições no contato com outros
seres humanos entre os pequenos. Para eles, o importante é interargir, brincar,
trocar, tocar, abraçar, jogar,... Será que podemos aprender as lições das
crianças?
Texto: Genival Ferreira de Miranda
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Cinema,
Resenha. Escritores da Liberdade
Literatura Infantil e suas origens
Segundo o “senso comum”, sabe-se que a
Literatura é o conjunto de todas as manifestações verbais, (orais ou escritas),
e de intenção estética, seja do espírito humano em geral, seja de uma dada
cultura ou sociedade. Na origem, a literatura de todos os povos foi oral,
caráter que manteve mesmo após a invenção e difusão da escrita. As primeiras
obras escritas literárias conhecidas são registros escritos de composições
oriundas de remota tradição oral. Todas as literaturas do Ocidente têm em
comum, fundamentalmente, a herança grega e latina, que muito provavelmente foi
passada para as crianças sem nenhuma adaptação ou diferenciação da maneira que
era contada para adultos. Preservadas, transformadas e difundidas pelo
cristianismo, as obras da Grécia Antiga e de Roma foram transmitidas para as
línguas vernáculas da Europa e das regiões colonizadas pelos europeus.
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