terça-feira, 16 de julho de 2013

ATITUDES DO PROFESSOR QUE FACILITAM A DISCIPLINA

DISCIPLINA NAS AULAS

1. Nunca falar para a turma, enquanto não estejam todos em silêncio.
2. Dirigir-se aos alunos com linguagem e voz clara, com certa pausa e expressividade para que percebam o que se diz à primeira.
3. Nunca gritar. Um grito deve ser uma atitude rara que por vezes é necessária. Não esquecer que os gritos desprestigiam o professor. Ordens como: "Calados!", são inúteis.
4. Jamais esquecer esta regra de ouro: Se basta um olhar, não dizer uma palavra;
se basta uma palavra, não pronunciar uma frase.
5. Esforçar-se por manter a presença de espírito, serenidade e segurança. Os alunos notam a mais leve falta de à vontade, insegurança ou excitação do professor. Se isso se prolonga, a aula está "perdida"
6. Não deixar passar "nem uma" e actuar desde o principio. Nada fere mais o aluno e desprestigia um professor que as possíveis "injustiças". É o caso de deixar passar uma falta num aluno e, logo a seguir, castigar outro por uma falta semelhante.
7. Cuidar as atitudes corporais, os gestos, as expressões do rosto e vocais; tudo isso influi positiva ou negativamente nos alunos.
8. Procurar manter o domínio de toda a aula. Mesmo que se dirija apenas a uma parte da aula, deve ter a restante sob controle. E preciso evitar a todo o custo que um aluno apanhe o professor desprevenido.
9. Não aceitar que os alunos se dirijam ao professor com modos ou expressões pouco apropriadas, como sejam: abraços, palmadinhas nas costas, graçolas, etc. Isto só serve para "queimar" o professor.
10. Jamais utilizar o sarcasmo ou a ironia malévola. Tem efeitos imediatos, mas consequências desastrosas a longo prazo.
11. Tornar-se acessível ao aluno, colocando-se ao seu nível, mas sem infantilidades nem paternalismos. Falar-lhes com afabilidade, afecto, por vezes com doçura; mantendo sempre uma discreta distância que eles aceitam e até desejam.
12. Se alguma vez acontecer uma situação de conflito (o que deve ser raro e excepcional) com um aluno ou com a turma, procurar o modo de sanar essa "ferida", através de alguma saída airosa, gesto ou atitude simpática. Eles possuem um sentido epidérmico da justiça, mas igualmente uma grande capacidade de desculpar e esquecer agravos.
13. Saber manter o equilíbrio entre a "dureza" e a amabilidade. A jovialidade e a alegria do professor deve-se manifestar, apesar de tudo, em todas as circunstâncias; os alunos têm de a notar. A maior parte das antipatias dos alunos têm a sua origem em rostos ou atitudes pouco acolhedoras.
14. A correcção deve ser:
a) silenciosa: falar em voz baixa e só por necessidade;
b) sossegada: sem perturbação, impaciência ou exaltação;
c) de forma a provocar a introspecção do educando: que o aluno contenha os seus impulsos, caia em si e retome o caminho;
d) afectuosa: "se quereis persuadir, consegui-lo-eis mais pelos sentimentos afectuosos que pelos discursos" (S. Bernardo).
15. Evitar proferir ameaças, que podem não se cumprir, pelo desprestígio magistral que isso implica.
16. Mandar o menos possível. O ideal é conseguir com o mínimo de ordens. Mandar o estritamente necessário e com a certeza de que vamos ser obedecidos.
17. Algumas citações:
"São o silêncio, a vigilância e a prudência dum mestre que estabelecem a ordem numa escola e não a dureza e a pancada" (VITOR GARCIA HOZ).
"...a escola terá um pouco de sanatório, de biblioteca e de claustro, o que quer dizer que estará mergulhada em silêncio. Um silêncio que não será interrompido pela voz do professor, nem por campainhas1 nem por exercícios de piano... Um silêncio todo penetrado de actividade intensa, de vai-e-vem na ponta dos pés, de cochichos discretos e de alegria contida. Este silêncio supõe todo um conjunto de condições: mobília apropriada, motivos de actividade para estimular o trabalho da inteligência, e um professor omnipresente, mas invisível" (LUBIENSKA DE LENVAL).
"Evitar a "expressão sem vigor, sem clareza, nem exactidão" (Platão), por ser contrária ao silêncio" (V. GARCIA HOZ).
"E preciso cultivar bem as palavras, com sossego para que saiam resistentes como alicerces; e no mestre cristão ainda mais, porque ele pretende fazer obra para a eternidade" (V. GARCIA HOZ).
"A criança não praticará seriamente a virtude, se não conseguirmos tornar-lha amável e sedutora" (JOSEPH DUHR).
"Contribuem muito para suscitar o interesse e, em consequência, a atenção da criança, a personalidade e as atitudes mentais do professor. As atitudes e emoções são muito contagiosas. O professor entusiasta, alegre e animado, costuma ter alunos atentos e interessados. A primeira condição da aprendizagem interessante é que o professor reflicta nas suas atitudes e actividades em grau suficiente de simpatia e entusiasmo"
(AGUAYO)
--------------------------------------------------------------------------------
ATITUDES DO PROFESSOR QUE FAVORECEM A RELAÇÃO COM OS ALUNOS
1. Planificar e programar bem as aulas. Não confiar na improvisação.
2. Manter sempre os alunos ocupados porque nada favorece tanto a indisciplina como não ter nada que fazer.
3. Evitar centrar-se num aluno, pois os outros ficarão entregues a si mesmos.
4. Evitar os privilégios na aula. A escola deve ser um lugar de combate aos privilégios.
5. Não fazer alarde de rigor. Quando for necessário corrigir, fazê-lo com naturalidade e segurança.
6. Não falar de assuntos estranhos à aula.
7. Aproximar-se dos alunos de modo amigável, tanto dentro como fora da escola.
8. Estar a par dos problemas particulares dos alunos para poder ajudá-los quando necessário.
9. Se tiver de fazer uma admoestação, que esta seja firme, mas que nunca ultrapasse a linha do amor próprio e seja de preferência em privado.
10. Procurar um ambiente cordial, relaxado e sereno.
11. Ser coerente e não justificar as incoerências. Quando houver alguma incoerência o melhor é reconhecê-la e honestamente rectificá-la.
12. Se se aplica um castigo deve ser mantido e cumprido, a não ser que haja um grande equívoco que justifique uma mudança de atitude.
13. Não se deve castigar sem explicar clara e explicitamente o motivo do castigo.
14. Não agir em momentos de ira e descontrolo.
15. Evitar ameaças que depois não possam ser cumpridas, pois isso tira prestígio ao professor.
16. Os chefes de equipa ou grupo devem colaborar na disciplina da aula.
17. Há que ser pródigo em estímulos e reconhecimentos de tudo o que de bom faça o aluno, embora sem exageros ou formas que pareçam insinceras.
18. Evitar castigar todos aos alunos por culpa de um só, a não ser que existam implicações gerais.
19. Evitar atitudes de ironia e sarcasmo.
20. Ser sincero e franco com os alunos.
21. Saber dar algo aos alunos, não pedir-lhes sempre.
(Não sei quem é o autor destes apontamentos)

quarta-feira, 10 de julho de 2013

Conferência de Assistência Social consolidou gestão do SUAS

A 9ª Conferência Municipal de Assistência Social, aconteceu no dia 9 de julho, sexta-feira na Casa da Cultura com o tema “a gestão e o financiamento na efetivação do SUAS - Sistema Único de Assistência Social.
A mesa do evento foi composta pelo vice-prefeito Luiz Gustavo Pimenta, que é também o Secretário da Assistência Social; por Genival Ferreira de Miranda, presidente do Conselho Municipal de Assistência Social; pelos vereadores Cristina Reale e Leonardo Simões; pela assistente social Joyce Martinussi, representante dos trabalhadores; por Rosemeire do Patrocínio, representante dos usuários da assistência social e Irmã Eliane Alves dos Santos, da Paróquia São José, representando as entidades sociais. Também estavam presentes na ocasião os vereadores Hilário Ruiz, Luiz Salata, Marco Coca.
As assistentes sociais Edna Marques (diretora da Proteção Básica) e Adriana Rossi (diretora da Proteção Especial) explanaram sobre os seis eixos pertinentes ao tema. Posteriormente aconteceu a formação de grupos divididos por eixos temáticos, que deram inicio ao debate, possibilitando formular propostas e recomendações avaliativas de cada grupo que foram expostas à plenária no final dos trabalhos para deliberação.
Ao final do evento foram escolhidos quatro delegados para a Conferência Regional de Barretos que determinará a delegação que irá representar nossa região na IX Conferencia Estadual de Assistência Social que será realizada nos dias 1, 2 e 3 de outubro em Atibaia (SP), sendo representantes do Poder Público:  Maria Zilda dos Anjos e Diva Martins Arruda, e da Sociedade Civil: Genival Ferreira de Miranda e Marco Antonio dos Santos. São suplentes do Poder Público: Fernando Graciano da Silva e Andréia Bignarte Medeiros e da Sociedade Civil: Fabiana Cristina Medeiros e Amanda Abreu.
Segundo o presidente do CMAS, Genival Miranda, “a conferencia atingiu seu objetivo de forma tranquila”, ressaltou também a importância da participação de toda sociedade e elogiou a palestra que enfatizou a dificuldade, que ainda existe, em fazer as pessoas entenderem que a Assistência Social “é política pública e não caridade”. “A diversidade do país é grande e que, da mesma forma que no SUS (Sistema Único de Saúde), o SUAS serve para que se tenha um padrão de atendimento na área social, sendo, assim as conferências existem para avaliar e evoluir esse padrão, por isso as políticas sociais só pode ser construídas em parceria poder público e sociedade”.

Fonte: Imprensa Prefeitura de Olimpia

Membros do Conselho Municipal de Cultura foram eleitos em Conferência



A 2º Conferência Municipal de Cultura organizada pela Prefeitura Municipal de Olímpia, através da Secretaria de Cultura, Esporte, Turismo e Lazer e do Museu de História e Folclore “Maria Olímpia” aconteceu na noite de quinta-feira, 4 de junho na Casa de Cultura, e reuniu grupos, associações culturais e demais pessoas da sociedade civil que juntos discutiram o plano de metas apresentado pelo MinC  - Ministério da Cultura para os próximos quatro anos.
 
 Dentre as metas apresentadas na Conferência de Cultura estavam a ‘Implementação do Sistema Nacional de Cultura’ ministrada pela diretora municipal de cultura, Marina Salemi, a ‘Produção Simbólica e Diversidade Cultural’ exposta pelo professor Genival Ferreira de Miranda, a ‘Cidadania e Direitos Culturais’ assunto discorrido pelas representantes da Secretaria de Assistência e Desenvolvimento Social, Edna Marques e Adriana Rossi, finalizando com a explanação do diretor do Museu de História e Folclore “Maria Olímpia”, Caio Longhi com o tema ‘Cultura e Desenvolvimento’
 Durante a Conferência Municipal foram eleitos os novos membros da sociedade civil do CMC - Conselho Municipal de Cultura que representarão Olímpia na Conferência Estadual de Cultura. São eles: David Mendes e Jair da Silva Rego representantes do Frutos da Terra, Cristian Daniel Assis representante do GODAP e do Museu de História e Folclore “Maria Olímpia”, Genival Ferreira de Miranda, professor e membro da AOL – Academia Olimpiense de Letras, Shilton Valentim vice-presidente do Anástasis, João Batista Ferreira, representante do Terno de Congada Chapéu de Fitas e Odete Coradine da Casa do Artesão.
 
Estiveram presentes os vereadores Marco Antônio Parolin, que representou o Poder Legislativo na mesa dos trabalhos e o vereador Luiz Antonio Moreira Salata, além do Diretor de Turismo, Paulo Duarte, da Coordenadora dos Festivais, Cidinha Manzoli e membros da sociedade ligados a cultura do município de Olímpia.

domingo, 7 de julho de 2013

MESTRES, PANELAS OU APENAS SERES HUMANOS?


No meu caso todos os meus mestres foram únicos, e sempre foram tratados com o devido respeito e por esse motivo conseguiam se expressar muito bem, muito deles foram duros e muitas vezes também achei que eles não estavam sabendo me ouvir ou me entender. Porém com persistência e paciência, percebi que os meus mestres  eram como o fogo que queima e transforma, como a pipoca que vai para a panela passa pelo desconforto do óleo quente  e estoura se transformando em pipoca branquinha para alimentar as pessoas, foi assim que aconteceu comigo, mas sempre tem o piruá aquele milho que não estoura, que podemos comparar com as pessoas teimosas e egocêntricas que acreditam  que já entenderam tudo e por isso não se abrem e ficam no fundo da panela da vida para ser jogadas fora . Esses piruás, não honestos, reclamam pelos cantos, não vem conversar, sempre dizem não a maioria das propostas que o mestre ou a panela faz, depois acusa os outros pelas suas próprias falhas... Mas é assim mesmo, isso tudo é desgastante também para os mestres ou certos mestres panelas, mas os  mestres não desistem nunca, porque a nossa luta é contra as trevas, tentamos levar a luz para quem aceitar. Pelo que eu sei o mestre mostra as diretrizes, os caminhos, precisa orientar e muitas vezes fazer apontamentos, críticas que embora os alunos não saibam, as críticas são sempre construtivas para quem não é orgulhoso e fechado. Então eu como mestre mesmo que não de todos, porque só posso ser mestre de quem me aceita,quem me rejeita, não posso fazer nada e não me sinto culpado por isso. Nunca deixei de dar atenção para os meus alunos graças a Deus, sempre respeitei a todos mesmo, quando a recíproca não é verdadeira e na verdade eu entendo que não é muito atraente panela quente. Podem ficar tranquilas, nós seres humanos, diferentes do milho de pipoca, podemos escolher em ser pipoco ou piruá. Eu sempre aceitei críticas e continua aceitando, mas vou continuar a fazer o meu trabalho por que sou um profissional e como tal acolho a sua insatisfação, mas não deixar de fazer o meu trabalho que embora muita gente não saiba já realizei muita coisa por isso não preciso provar nada para ninguém, quem quer que seja. Quer dar ideia? pode dar ideia sim, sempre estarei aberto, mas querer me ensinar o que devo fazer e como fazer acho ai forçou um pouco. É a mesma coisa eu sendo professor da área de letras querer ensinar  o engenheiro civil como construir um viaduto que  sua especialidade. Muita paz no coração e Deus abençoe!! Obrigado!!

Por: Genival Ferreira de Miranda
07/07/2013

terça-feira, 2 de julho de 2013

Animal Social em Busca de sua Liberdade


O ser humano é um animal que não pode viver sozinho, pois todo o homem, desde que nasce até o momento em que morre, precisa da companhia de outros seres humanos, isso é o homem foi criado para ser social, viver em comunidade. Foi observando isso que o filosofo grego Aristóteles escreveu que o homem é um animam político, pois é a própria natureza humana que exige a vida sociedade.
Podemos observar que o homem não se satisfaz apenas com um jantar em um excelente restaurante, sozinho o jantar não é muito interessante, tudo muda com uma boa companhia compartilhando o momento, o homem necessita dividir os seus prazeres. Sendo assim fica claro entender que as nossas necessidades materiais não são o suficiente, precisamos da companhia de nossos semelhantes. Na realidade, o homem é o único animal que durante vários anos depois do nascimento não consegue obter sozinho os seus alimentos. E no mundo moderno isso está cada vez mais difícil, mesmo para os adultos, uma vez que a sociedade humana se organizou de tal modo que a grande maioria passa a vida toda consumindo alimentos produzidos pó outras pessoas.
Mas ao lado disso é preciso assinalar que mesmo o homem mais rico, que tenha dinheiro para comprar e armazenar em casa os alimentos suficientes para toda sua vida, mesmo esse homem não consegue viver sozinho. E não é só porque necessita dos serviços dos outros seres humanos para a manutenção da sua casa, o preparo dos alimentos e o cuidado de sua saúde, mas porque todo ser humano tem necessidades afetivas, psicológicas e espirituais, que só podem ser atendidas com a ajuda e a participação de outros seres humanos.
Assim, portanto, a vida em sociedade é uma necessidade da natureza humana, não se podendo falar do homem como indivíduo sem lembrar que esse indivíduo não vive sozinho, mas está sempre relacionado com outros indivíduos. Pode-se resumir essa ideia dizendo que o homem é um ser social por natureza e, por isso, tudo que ele tem ou realiza é tido ou realizado em sociedade.
Outro dado importante que deve ser ressaltado é que todos os seres humanos valem exatamente à mesma coisa. Pondo-se lado a lado dois recém-nascidos, sem revelar a condição social de cada um, ninguém poderá dizer que um vale mais que o outro. Por natureza todos nascem iguais e é a sociedade que estabelece diferenças, o que significa que as diferenças de valor entre seres humanos são artificiais, não naturais. Essa igualdade essencial de todos os seres humanos foi reconhecida e proclamada há milênios e deve ser buscada na organização social, dando-se absoluta igualdade de oportunidades a todos, desde o momento do nascimento. É contra a natureza permitir que uns nasçam ricos e socialmente bem situados enquanto outros nascem miseráveis e condenados a uma vida de sacrifícios e privações e inferioridade social.
Esse reconhecimento da igualdade essencial de todos não quer dizer que não existem diferenças individuais. Embora todos tenham o mesmo valor cada um tem sua individualidade, seu modo de ser, suas preferências, suas aptidões, seu julgamento próprio a respeito dos fatos da vida. O que a experiência comprova é que pessoas criadas no mesmo ambiente, recebendo o mesmo tratamento, sendo educadas da mesma forma, ainda assim apresentam diferenças de comportamento e muitas vezes reagem de maneiras diferentes perante o mesmo acontecimento, denotando que cada pessoa é única como a sua própria digital, sua peculiaridades, detalhes são próprios de uma singularidade.
Há, portanto, vários pontos fundamentais que devem ser levados em conta quando se tratar da organização da sociedade. Todos os seres humanos necessitam da vida social e todos valem essencialmente à mesma coisa. Mas cada um tem as características próprias de sua individualidade e por isso a vida em sociedade, embora necessária, acarreta sempre a possibilidade de conflitos.
Na verdade, a ocorrência de conflitos deve ser reconhecida como normal numa sociedade de homens livres. Mesmo que sejam asseguradas oportunidades exatamente iguais a todos, desde o ponto de partida, ainda assim os conflitos não desaparecerão, pois eles decorrem das diferenças de individualidades.
Há pessoas que por medo, comodismo ou por qualquer outra razão têm horror ao conflito e imaginam que seja possível uma sociedade livre de conflitos. Normalmente não é raro que tais pessoas, acreditem que pelo uso da força todos os membros de uma sociedade poderão ser obrigados a aceitar os mesmos valores, a cumprir passivamente as ordens dos superiores e a se comportar de modo igual em todas as circunstâncias. Mas a história da humanidade e os fatos de todos os dias e de todos os lugares demonstram que onde existirem pessoas vivas existirão conflitos.
Em conclusão, o ser humano não é apenas um animal que vive, é também um animal que convive, ou seja, o ser humano sente a necessidade de viver, mas ao mesmo tempo também a necessidade de viver junto com outros seres humanos. E como essa convivência cria sempre a possibilidade de conflitos é preciso encontrar uma forma de organização social que torne menos graves os conflitos e que solucione as divergências, de modo que fique assegurado o respeito à individualidade de cada um.
Ao mesmo tempo, é preciso lembrar que todos os seres humanos são essencialmente iguais por natureza. Em consequência, não será justa uma sociedade em que apenas uma parte possa decidir sobre a organização social e tenha respeitada sua individualidade. Nesse casso entendemos que os limites são necessários para o convívio em sociedade, sendo assim a liberdade é saber viver nesse limite, que sabe respeitar as necessidades do outro se torna livre para conviver de forma salutar.

Por: Genival Miranda

domingo, 30 de junho de 2013

Alegoria da caverna de Platão

 Alegoria da caverna de Platão
O mito da caverna, também conhecido como alegoria da caverna, prisioneiros da caverna ou parábola da caverna, foi escrito pelo filósofo grego Platão e encontra-se na obra intitulada A República (livro VII). Trata-se da exemplificação de como podemos nos libertar da condição de escuridão que nos aprisiona através da luz da verdade.
Mito da caverna
Imaginemos um muro bem alto separando o mundo externo e uma caverna. Na caverna existe uma fresta por onde passa um feixe de luz exterior. No interior da caverna permanecem seres humanos, que nasceram e cresceram ali.
Ficam de costas para a entrada, acorrentados, sem poder mover-se, forçados a olhar somente a parede do fundo da caverna, onde são projetadas sombras de outros homens que, além do muro, mantêm acesa uma fogueira. Pelas paredes da caverna também ecoam os sons que vêm de fora, de modo que os prisioneiros, associando-os, com certa razão, às sombras, pensam ser eles as falas das mesmas. Desse modo, os prisioneiros julgam que essas sombras sejam a realidade.
Imagine que um dos prisioneiros consiga se libertar e, aos poucos, vá se movendo e avance na direção do muro e o escale, enfrentando com dificuldade os obstáculos que encontre e saia da caverna, descobrindo não apenas que as sombras eram feitas por homens como eles, e mais além todo o mundo e a natureza.
Caso ele decida voltar à caverna para revelar aos seus antigos companheiros a situação extremamente enganosa em que se encontram, correrá, segundo Platão, sérios riscos – desde o simples ser ignorado até, caso consigam, ser agarrado e morto por eles, que o tomaram por louco e inventor de mentiras.
Platão não buscava as verdadeiras essências na simplesmente Phýsis, como buscavam Demócrito e seus seguidores. Sob a influência de Sócrates, ele buscava a essência das coisas para além do mundo sensível. E o personagem da caverna, que acaso se liberte, como Sócrates correria o risco de ser morto por expressar seu pensamento e querer mostrar um mundo totalmente diferente. Transpondo para a nossa realidade, é como se você acreditasse, desde que nasceu, que o mundo é de determinado modo, e então vem alguém e diz que quase tudo aquilo é falso, é parcial, e tenta te mostrar novos conceitos, totalmente diferentes. Foi justamente por razões como essa que Sócrates foi morto pelos cidadãos de Atenas, inspirando Platão à escrita da Alegoria da Caverna pela qual Platão nos convida a imaginar que as coisas se passassem, na existência humana, comparavelmente à situação da caverna: ilusoriamente, com os homens acorrentados a falsas crenças, preconceitos, ideias enganosas e, por isso tudo, inertes em suas poucas possibilidades.
Interpretação da alegoria
O mito da caverna é uma metáfora da condição humana perante o mundo, no que diz respeito à importância do conhecimento filosófico e à educação como forma de superação da ignorância, isto é, a passagem gradativa do senso comum enquanto visão de mundo e explicação da realidade para o conhecimento filosófico, que é racional, sistemático e organizado, que busca as respostas não no acaso, mas na causalidade.
Segundo a metáfora de Platão, o processo para a obtenção da consciência, isto é, do conhecimento abrange dois domínios: o domínio das coisas sensíveis (eikasia e pístis) e o domínio das idéias (diánoia e nóesis). Para o filósofo, a realidade está no mundo das idéias – um mundo real e verdadeiro – e a maioria da humanidade vive na condição da ignorância, no mundo das coisas sensíveis – este mundo -, no grau da apreensão de imagens (eikasia), as quais são mutáveis, não são perfeitas como as coisas no mundo das idéias e, por isso, não são objetos suficientemente bons para gerar conhecimento perfeito.

sábado, 29 de junho de 2013

O mito de Narciso


Narciso era um belo rapaz, filho do deus so rio Céfiso e da ninfa Liríope. Por acasião de seu nascimento, seus pais consultaram o oráculo Tirésias para saber qual seria o destino do menino. A resposta foi que ele teria uma longa vida, se nunca visse a própria face.
Muitas moças e ninfas apaixonaram-se por Narciso, quando ele chegou à idade adulta. Porém, o belo jovem não se interessava por nenhuma delas. A ninfa Eco, uma das mais apaixonadas, não se conformou com a indiferença de Narciso e afastou-se amargurada para um lugar deserto, onde definhou até que somente restaram dela os gemidos. As moças desprezadas pediram aos deuses para vingá-las.
Nêmesis apiedou-se delas e induziu Narciso, depois de uma caçada num dia muito quente, a debruçar-se numa fonte para beber água. Descuidando-se de tudo o mais, ele permaneceu imóvel na contemplação ininterrupta de sua face refletida e assim morreu. No próprio Hades ele tentava ver nas águas do Estige as feições pelas quais se apaixonara.