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domingo, 13 de outubro de 2013

Mensagem Dia do Professor!

De uma forma positiva, aprendi que não importa o que aconteça, ou quão ruim pareça o dia de hoje, a vida continua, e amanhã será melhor.


Ser professor é professar a fé e a certeza de que tudo terá valido a pena se o aluno sentir-se feliz pelo que aprendeu com você e pelo que ele ensinou...

Ser professor  é consumir horas e horas pensando em cada detalhe daquela aula que, mesmo ocorrendo todos os dias, a cada dia é única e original...

Ser  professor é entrar cansado numa sala de aula e, diante da reação da turma, transformar  o cansaço numa aventura maravilhosa de ensinar e aprender...

Ser professor é importar-se com o outro numa dimensão de quem cultiva uma planta muito rara que necessita de atenção, amor e cuidado.

Ser professor é ter a capacidade de “sair de cena, sem sair do espetáculo”.

Ser professor é apontar caminhos, mas deixar que o aluno caminhe com seus próprios pés... 

Seja Feliz Professor(a)!!

sexta-feira, 22 de junho de 2012

ORAÇÃO DO PROFESSOR


Oração do Professor: Obrigado, Senhor, por atribuir-me a missão de ensinar e por fazer de mim um professor no mundo da educação.Eu te agradeço pelo compromisso de formar tantas pessoas e te ofereço todos os meus dons.São grandes os desafios de cada dia, mas é gratificante ver os objetivos alcançados, na graça de servir, colaborar e ampliar os horizontes do conhecimento.Quero celebrar as minhas conquistas exaltando também o sofrimento que me fez crescer e evoluir.Quero renovar cada dia a coragem de sempre recomeçar.Senhor! Inspira-me na minha vocação de mestre e comunicador para melhor poder servir.Abençoa todos os que se empenham neste trabalho iluminando-lhes o caminho .Obrigado, meu Deus,pelo dom da vida e por fazer de mim um educador hoje e sempre.Amém!

domingo, 27 de maio de 2012

A educação não é tudo?

Genival Miranda

O salário dos professores e das professoras é apenas um elemento de um conjunto de outras medidas para que a qualidade de ensino seja impulsionada.

Embora o senso corrente nos informe que 98% da população escolarizável (entre 7 e 14 anos) esteja freqüentando a escola pública brasileira, estudos e pesquisas de órgãos e instituições nacionais e internacionais dão conta de que a produtividade desses estudantes em leitura, escrita, interpretação e em matemática passa ao largo do que se poderia considerar bem-sucedida. Esses estudantes continuam seus estudos no ensino médio carregando o fardo da falta de qualidade dos próprios saberes, os quais, quando requeridos no ensino superior, serão demonstrados de maneira pífia e até constrangedora. Um quadro de fracasso preocupante.

Essa realidade motiva debates, discussões e embates sobre como melhorar a qualidade do ensino. Foi o que aconteceu no mês passado, no ensejo da comemoração do Dia do Professor, quando o jornal Folha Online publicou matérias a respeito do assunto. O enfoque dado à discussão recaiu no salário do professor: no Acre, o professor ganha R$ 13,16 por hora aula; em São Paulo, R$ 8, 05.

Esses dados provocaram a reação da secretária de Estado da Educação Maria Helena Guimarães de Castro. Segundo ela, "O quadro mostra, com clareza, que não há uma relação direta entre salário e qualidade do ensino, embora a questão salarial seja fundamental para valorização dos professores".

A essa fala o jornal contrapôs a opinião de um outro professor, Antônio Chizzotti, da PUC-SP, para quem "Uma das questões fundamentais na qualidade de ensino é a remuneração do docente", sem a qual o profissional do ensino fica impedido de estudar, comprar livros, ir ao teatro, o que acarreta prejuízo porque isso tudo é formação. Além disso, lembra o professor, "não dá para cobrar bom trabalho de um funcionário a que se paga mal."

O ministro da Educação, Fernando Haddad, foi citado na matéria porque lembrou que o piso salarial nacional para os professores, aprovado na Câmara dos Deputados, é de R$ 950, o qual ainda ressaltou que, "como professor, e no dia dos professores, não posso dizer que considero [o valor] ideal."

Aplausos para o bom senso do ministro e para o entendimento de Chizzotti: o professor e a professora precisam, sim, ganhar bem, muito bem. Sobre isso parece haver consenso. Digna de debate é a afirmação da secretária da Educação de São Paulo: realmente, a questão salarial é essencial para a valorização dos professores.

Nesse sentido, vale lembrar aqui uma pesquisa que a Unesco publicou, no dia 25 de outubro de 2004, sobre os professores brasileiros, atuantes nas escolas públicas e na rede privada. Segundo a Unesco, 45% dos profissionais da educação jamais tinham ido ou tinham ido uma única vez a um museu; 40% deles jamais tinham ido ou tinham ido somente uma vez ao teatro; 25% nunca tinham ido ou tinham ido apenas uma vez ao cinema; 60% dos professores e professoras não tinham acesso à internet, nem faziam uso do e-mail.

Se considerarmos que museus, teatro, cinema e internet, ao lado de livros, revistas, estudos científicos e de divulgação científica, entre outros, são imprescindíveis à formação inicial e continuada dos professores, por possibilitarem-lhes a atualização ininterrupta, então a situação dos docentes em nível nacional também é preocupante: demonstra um quadro que bem poderia ser resolvido pela via da melhoria salarial.

A outra parte da fala da secretária da Educação paulista é que demanda maior discussão: “não há uma relação direta entre salário e qualidade do ensino”. Ela está certa quando faz essa afirmação, mas falta dizer que só afirmar isso não é tudo. O salário pode incrementar a qualidade pessoal e profissional docente, uma vez que, em uma sociedade de mercado como a brasileira, ter acesso qualificado aos bens simbólico-culturais indispensáveis à boa formação continuada do professor é algo que depende de dinheiro.

Um professor e uma professora que lêem mais, que vão a museus, teatro, cinema e que utilizam eficientemente as potencialidades da internet para entrarem em contato com processos de produção e apropriação de informações, conhecimentos e saberes diversos podem usar a qualidade adquirida nessas atividades para imprimir maior eficácia às aulas que ministram. Quem nega isso? Acontece, porém, que qualidade de ensino não depende única e exclusivamente do trabalho didático-pedagógico do professor e da professora.

Em debates dessa natureza, muitas vezes assistimos aos debatedores enfocando parcialmente as questões envolvidas nele e se esquecendo de uma verdade cristalina, a saber: a escola é social, econômica, política e culturalmente referenciada. É isso, aliás, o que Otaíza Romanelli de Oliveira nos conta em seu livro História da educação no Brasil, publicado pela Editora Vozes, de Petrópolis.

Segundo ela, ao final de uma experiência docente em uma escola projetada e colocada em ação segundo os melhores critérios para o alcance da qualidade (eficiência e eficácia nas habilidades e competências nos atos de ler, contar, escrever, debater e escrever), na apuração dos resultados dessa escola os envolvidos no projeto descobriram que não se distanciavam muito das outras instituições educacionais da rede e que não estavam recebendo o mesmo tratamento.

Intrigados com esses resultados, conta Otaíza, aqueles profissionais chegaram à conclusão de que não adianta a escola ser internamente 100% equipada, contar com os melhores professores, pagar aos docentes os melhores salários de que dão conta e ter infra-estrutura da melhor qualidade se no seu entorno social, econômico, político e cultural as coisas não andam na mesma marcha.

Aquela experiência nos faz lembrar, então, que: 1. educação não é tudo; 2. sem que haja um projeto de democratização das estruturas sociais articulado com o trabalho da escola, a instituição educacional pouco pode fazer no sentido de obter mais qualidade de ensino, fazendo-a se estender à vida prática dos membros da sociedade; 3. qualidade depende de quantidade, sim: mais justiça social, mais igualdade, menos preconceito, mais democracia política, mais acesso a bens culturais, mais cooperação e mais solidariedade contribuem para que a escola que busca mais qualidade de ensino possa ser bem-sucedida.

Fica, assim, mais fácil de entender a fala da secretária da Educação de São Paulo: ainda que o salário seja vital à valorização do trabalho docente, ele não é o único determinante da qualidade de ensino. Pouco adiante o professor ganhar bem se, ao lado dele, de seu trabalho e da instituição onde atua campeia a desigualdade, a injustiça, a exploração, a alienação quanto ao que é importante para o processo de humanização. Aliás, o professor ganhar pouco é um reflexo da injustiça social e das demais mazelas que permeiam nossa sociedade.

Conclusão: O professor e a professora precisam ganhar mais, ser valorizados, reconhecidos como profissionais, os quais deveriam ter auto-regulação, domínio dos processos de formação docente e controle do exercício profissional. No entanto, se quer mesmo qualidade de ensino, nossa sociedade terá de transformar suas estruturas no sentido de imprimir-lhe mecanismos que visem ao alcance de mais igualdade, mais liberdade e mais humanidade em seus processos educacionais e nos de sociabilidade.

Até quanto vamos desviar ou reduzir esse debate, deixando de enfrentar o ethos constituinte de nosso modelo societário fundado no lucro, no consumo, na competitividade, no individualismo e na acumulação? Quando é que nos colocaremos questões sobre se estamos de acordo com essa sociedade de mercado aí vigente ou se queremos pugnar por uma sociedade de direitos e de real cidadania? Até quando vamos nos desviar dos efeitos que o sistema capitalista acarretam à formação de identidades e subjetividades contra as quais a escola pouco pode fazer?

O enfrentamento dessas questões talvez contribua para que sejam esclarecidas as razões de porque bom salário para o professor não é tudo, ainda que ele seja o de que necessitamos, assim como educação não é tudo e como a escola, por si só, também não pode salvar, redimir ou transformar a sociedade na qual se vê inserida.
Por Wilson Correia
Colunista Brasil Escola

terça-feira, 19 de outubro de 2010

Origem do Dia dos Professores


Você sabe como surgiu o Dia do Professor?

O Dia do Professor é comemorado no dia 15 de outubro.
Mas poucos sabem como e quando surgiu este costume no Brasil.
No dia 15 de outubro de 1827 (dia consagrado à educadora Santa Tereza D’Ávila), D. Pedro I baixou um Decreto Imperial que criou o Ensino Elementar no Brasil. Pelo decreto, “todas as cidades, vilas e lugarejos tivessem suas escolas de primeiras letras”. Esse decreto falava de bastante coisa: descentralização do ensino, o salário dos professores, as matérias básicas que todos os alunos deveriam aprender e até como os professores deveriam ser contratados. A idéia, inovadora e revolucionária, teria sido ótima – caso tivesse sido cumprida.
Mas foi somente em 1947, 120 anos após o referido decreto, que ocorreu a primeira comemoração de um dia dedicado ao Professor.
Começou em São Paulo, em uma pequena escola no número 1520 da Rua Augusta, onde existia o Ginásio Caetano de Campos, conhecido como “Caetaninho”. O longo período letivo do segundo semestre ia de 01 de junho a 15 de dezembro, com apenas 10 dias de férias em todo este período. Quatro professores tiveram a idéia de organizar um dia de parada para se evitar a estafa – e também de congraçamento e análise de rumos para o restante do ano.
O professor Salomão Becker sugeriu que o encontro se desse no dia de 15 de outubro, data em que, na sua cidade natal, professores e alunos traziam doces de casa para uma pequena confraternização. Com os professores Alfredo Gomes, Antônio Pereira e Claudino Busko, a idéia estava lançada, para depois crescer e implantar-se por todo o Brasil.
A celebração, que se mostrou um sucesso, espalhou-se pela cidade e pelo país nos anos seguintes, até ser oficializada nacionalmente como feriado escolar pelo Decreto Federal 52.682, de 14 de outubro de 1963. O Decreto definia a essência e razão do feriado: “Para comemorar condignamente o Dia do Professor, os estabelecimentos de ensino farão promover solenidades, em que se enalteça a função do mestre na sociedade moderna, fazendo participar os alunos e as famílias”.

Professores não são mais respeitados como vinte anos atrás. Mas, hoje é o dia deles…

Nesta época de eleição todas as questões que envolvem o desenvolvimento humano e do país são ressaltadas e ganham milhares de possíveis projetos e intermináveis promessas. Leia também neste tópico as considerações do professor Genival Miranda sobre a data.
Dentre os temas debatidos alguns ganham mais espaço, devido à importância que representam ou que realmente deveriam representar. Como é o caso da educação. Você já reparou como políticos enchem a boca para falar em educação? Já percebeu que as propostas de mudanças no ensino ocupam muitos minutos na propaganda eleitoral?

Certamente muitos vagamente se lembram, da mesma forma com que se esqueceram da celebração de 15 de outubro e o que realmente representa o professor para o ensino brasileiro.
O dia de hoje para a maioria dos pais e alunos é visto como o último dia da “semana do saco cheio”, período em que os alunos não têm aulas, devido ao feriado de 12 de outubro e ao dia do professor, comemorado hoje.
Mas há tempos atrás, esta data mesma que não comemorada por todos, era vista com respeito e gratidão, da mesma forma com que a figura do professor era assimilada. (Líder News / Rio Preto)
Cena do filme Ao mestre com Carinho

O DIA DELE

Segundo postou hoje em seu Facebook, o professor Genival Miranda, de Olímpia, “no Brasil, o Dia do Professor é comemorado em 15 de outubro. A data remete aos tempos do antigo império – especificamente ao ano de 1847 -, quando D. Pedro I criou um decreto que instituiu o Ensino Elementar no Brasil. De acordo com a norma, todas as cidades e vilas brasileiras deveriam ter suas escolas de “primeiras letras”.
“De lá pra cá muita coisa mudou. Mas, este importante marco simboliza o primeiro passo da universalização do ensino básico brasileiro e o papel primordial do educador – o decreto falava, inclusive, de como os professores deveriam ser contratados”.
Para o professor Genival Miranda, “Professor não é o que ensina fórmulas, regras, raciocínios, mas o que questiona e desperta para a realidade. Professor é aquele que estende a mão, inicia o diálogo e encaminha para a aventura da vida. Professor é aquele que caminha com o tempo, propondo paz, fazendo comunhão, despertando sabedoria”.


ORAÇÃO DO PROFESSOR

Oração do Professor: Obrigado, Senhor, por atribuir-me a missão de ensinar e por fazer de mim um professor no mundo da educação.Eu te agradeço pelo compromisso de formar tantas pessoas e te ofereço todos os meus dons.São grandes os desafios de cada dia, mas é gratificante ver os objetivos alcançados, na graça de servir, colaborar e ampliar os horizontes do conhecimento.Quero celebrar as minhas conquistas exaltando também o sofrimento que me fez crescer e evoluir.Quero renovar cada dia a coragem de sempre recomeçar.Senhor! Inspira-me na minha vocação de mestre e comunicador para melhor poder servir.Abençoa todos os que se empenham neste trabalho iluminando-lhes o caminho .Obrigado, meu Deus,pelo dom da vida e por fazer de mim um educador hoje e sempre.Amém!


Texto: Blog do Concon

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

Professores não são mais respeitados como vinte anos atrás. Mas, hoje é o dia deles…


Nesta época de eleição todas as questões que envolvem o desenvolvimento humano e do país são ressaltadas e ganham milhares de possíveis projetos e intermináveis promessas. Leia também neste tópico as considerações do professor Genival Miranda sobre a data.
Dentre os temas debatidos alguns ganham mais espaço, devido à importância que representam ou que realmente deveriam representar. Como é o caso da educação. Você já reparou como políticos enchem a boca para falar em educação? Já percebeu que as propostas de mudanças no ensino ocupam muitos minutos na propaganda eleitoral?
Certamente muitos vagamente se lembram, da mesma forma com que se esqueceram da celebração de 15 de outubro e o que realmente representa o professor para o ensino brasileiro.
O dia de hoje para a maioria dos pais e alunos é visto como o último dia da “semana do saco cheio”, período em que os alunos não têm aulas, devido ao feriado de 12 de outubro e ao dia do professor, comemorado hoje.
Mas há tempos atrás, esta data mesma que não comemorada por todos, era vista com respeito e gratidão, da mesma forma com que a figura do professor era assimilada. (Líder News / Rio Preto)

sexta-feira, 25 de dezembro de 2009

Tudo vale a pena, quando a vocação é grande.





“(...) Valeu a pena? Tudo vale a pena
Se a alma não é pequena.
Quem quer passar além do Bojador
Tem que passar além da dor.
Deus ao mar o perigo e o abismo deu,
Mas nele é que espelhou o céu”.
(Fernando Pessoa)

Duas garotinhas de dez anos de idade
conversam sobre o que querem ser na vida. A primeira,
orgulhosa, nem pensa duas vezes: “quero ser
médica!”. A segunda diz “e eu quero ser professora”.
“Professora? Só isso?”, retrucou a menina, com uma
certa arrogância. A amiga nem se abalou: “E você
acha que vai se tornar médica como? Tendo aulas
com um monte de professores, oras!”
Esse diálogo simples, que se repete entre
milhares de crianças todos os dias, revela aquilo que
estamos acostumados a sentir na própria pele: o
descaso com o ofício de professor, que hoje possui
uma imagem desgastada em virtude de todas as
transformações que a educação sofreu em nosso país.
Mas, como afirmou a menina, não há jornalista,
advogado, médico ou outro doutor que não tenha,
algum dia, freqüentado salas de aula, dividindo
diariamente suas experiências com os mestres que
nos ensinam não só matemática, física, química, como
nos ensinam sobre a própria vida.
Os salários são baixos, as condições de ensino
são, hoje, muitas vezes precárias, mas a maior virtude
do mestre está em ensinar. Em conduzir crianças,
adolescentes, adultos, a algum rumo na vida.
É possível que não nos recordemos de todos
os professores com quem tivemos contato nesta vida,
mas sem dúvida nos lembramos de algum mestre
em especial. A primeira professora costuma ser
sempre inesquecível, assim como aquele mestre na
faculdade que nos ajudou a tomar um rumo mais
acertado na profissão.
Apesar de todos os percalços, de todas as
dificuldades, é nos mestres em quem confiamos.
Mestres que não abandonam seus caminhos, por mais
difíceis que sejam, mantendo vivo o compromisso de
educar. Como dizia Fernando Pessoa, “tudo vale a
pena, se a alma não é pequena”. Aos professores de
almas enormes, aqui vai o nosso muito obrigado por
nos ensinar a viver. Feliz Dia dos Professores

domingo, 23 de agosto de 2009

Ser Professor e Professora é acreditar que outro mundo é possível



Certa lenda conta que duas crianças estavam patinando em cima de um lago congelado. Era uma tarde nublada, fria e as crianças brincavam sem preocupação.De repente, o gelo se quebrou e uma das crianças caiu na água. A outra criança, vendo que seu
amiguinho se afogava debaixo do gelo, pegou uma pedra e começou a golpear o gelo.
Quando os bombeiros chegaram e viram o que havia acontecido, perguntaram ao menino:
- Como você fez isso? É impossível que você tenha quebrado o gelo com essa pedra em suas mãos tão pequenas!
Nesse instante, apareceu um ancião e disse:
- Eu sei como ele conseguiu.
Todos perguntaram:
- Como?!
O ancião respondeu:
- Não havia ninguém ao seu redor para lhe dizer que não poderia fazer!
É isto que ocorre na escola ou fora dela, muitas vezes. Pessoas nos dizendo que isto ou aquilo não é possível!
Um colega dizendo que este ou aquele aluno não consegue aprender!
Nós, como professores, estamos o tempo todo pensando em como encorajar nossos alunos em suas descobertas, em seu autoconhecimento. Nos preocupamos em tornar nossas aulas atraentes,estimulantes e agradáveis. Procuramos auxiliar jovens e crianças a avançarem em seus desafios, a descobrirem quem são e do que são capazes. Nos
aventuramos com nossos alunos. Precisamos sempre dar prioridade ao que o aluno
aprende e não ao que queremos ensinar. Acariciar e preservar o espírito de cada um, pois, mesmo não sendo o mais inteligente da classe, com certeza resplandecerá com elogios e estímulos ao invés de murchar com descrédito e humilhação.
É fundamental que tenhamos consciência de que somos modelo de valores e padrões que o aluno imitará ou rejeitará; levará na lembrança para a vida toda ou esquecerá.
Esta é a parte profissional que nos toca. No entanto, temos nossa vida pessoal e todas as obrigações.
Contudo, assim como na lenda acima citada, não podemos deixar que nos digam o que podemos ou não fazer. Quando desejamos atingir um objetivo, nada e nem ninguém pode nos impedir. Muitas vezes, nos deixamos abater pelas cobranças do dia-a-dia, por uma discussão com um colega de trabalho, por um mal-entendido com um pai de aluno, por uma atividade sem sucesso, por um problema familiar, pelas relações pessoais, de um
modo geral, nem sempre muito fáceis.
No entanto, “a força de ser pessoa significa a capacidade de acolher a vida assim como ela é (...). A força de ser pessoa traduz a capacidade de conviver,
de crescer e de humanizar-se com estas dimensões de vida(...)”
Assim, podemos enfrentar as situações do cotidiano com uma atitude saudável, agindo de forma a contribuir para a transformação de nossa sociedade, para que os alunos com quem trabalhamos sejam cidadãos preocupados com a transformação deste
mundo, conscientes das desigualdades sociais e dispostos a trabalhar para a eliminação disto tudo, e não simplesmente pensar que ‘não temos nada com isso’, tomando uma atitude passiva perante as mazelas que acontecem todos os dias bem diante de nossos olhos.
Mais uma vez, não podemos permitir que nos digam:
-Isto não é possível!
Lutemos! Acreditando em nossas capacidades, na certeza de que “um outro mundo é possível”.




Ao final desta grande caminhada que se chama VIDA percebemos que o que realmente importa são aquelas coisas que podemos carregar dentro de nossos corações.