sábado, 2 de abril de 2011

REPENSANDO O PERFIL DO CONSELHEIRO (A)TUTELAR

Em alguns Municípios, estando próximas as eleições para Conselheiro (a) Tutelar, obviamente, nota-se grande ansiedade dos candidatos. Há os que desejam estar no cargo, para realmente dar justa contribuição, e os que visam apenas popularizar-se para futuras eleições - estes até compram o voto dos eticamente desavisados. As perguntas que mais se ouve, nos bastidores em geral são: Quem é candidato? Quantos vão concorrer? Quantos votos precisam para se eleger? Quem está apoiando quem? Qual é o salário de um conselheiro? ... Ouve-se pouco sobre qual a verdadeira atribuição de um Conselheiro (a) Tutelar. Certos candidatos eleitos só descobrem seu verdadeiro papel no meio ou no final do mandato de três anos. Surpreendidos, há aqueles que relatam a árdua tarefa de ser um Conselheiro (a). Alguns até confessam que se soubessem não teriam sido candidatos (as); outros, ainda, não tiveram outra escolha. Salvo exceções, muitos, por necessidade de sobrevivência e negligenciando a própria lei, preferem amargar os três anos de sufoco, a transferir o cargo para o suplente. Que se dane a infância e juventude maltratada deste País ...

Tal atitude prova o descaso para com a difusão das leis democráticas no Brasil que aprisiona o povo na ignorância. Como conseqüência, vemos em muitos Estados e Municípios a triste cena de pais de famílias, honestos e de boa vontade que, ao se descobrirem eleitos, sentem-se como num barco sem remo, pois o cargo exige muito mais do que mera experiência doméstica ou comunitária - um elevado grau de consciência e responsabilidades frente à causa da infância e juventude. Traídos pela desinformação, desprotegidos sofrem calados - à espera de um milagre pós-eleição, ou seja, terão 20 horas de treinamento para torná-los habilitados à função de Conselheiro. E lá se vão a suportarem toda sorte de críticas e humilhações sem poderem se defender, ao longo de 03 anos. E ao final, lamentavelmente, sendo justos e honestos, ainda correm o risco de serem tachados de incompetentes e protetores de bandidos – vitimados sob a ignorância de seus acusadores ocultos.

Por estas e outras, longe de propor receitas milagrosas, é preciso estar bem claro, tanto para quem deseja ser candidato quanto para os eleitores: não basta querer ser candidato ou só ir às urnas depositar o voto.

É necessário acompanhar os trabalhos antes, durante e após as eleições, seja para ajudar, quanto para cobrar, se preciso for. Todos devem estar cientes de qual deve ser o perfil de um verdadeiro candidato a Conselheiro Tutelar. Mais do que experiência com crianças e adolescentes, ele tem que conhecer as instituições e a população do seu Município, ser idôneo, conhecido, respeitado e aprovado por todos no trato com a infância e a juventude. O candidato tem que saber como a família, a comunidade, a sociedade e o poder público em geral estão agindo na proteção e garantia dos direitos à infância e à juventude, conforme preconiza a Constituição, em especial, a Lei 8.069/90-ECA. O candidato deve ser ético, trabalhar em parceria, evitando formas distorsivas de sua verdadeira atribuição. Embora haja diferença de pensamentos entre os seus membros, há, somente uma única e correta interpretação da lei na hora de agir, evitando sentimentalismos ou princípios dogmáticos, meramente individuais ou corporativistas.

É preciso ter pleno conhecimento do ECA e compromisso com a causa. Saber tomar decisões com paciência e muito discernimento, estando ciente do porquê, para que, quando, onde e como deve proceder para fazer encaminhamentos, requisições e representações das denúncias de casos que chegam para ser atendidos. Há muitos casos e diferentes atuações em que se torna difícil saber de quem é o papel ou a responsabilidade de solucionar.

Isto ocorre quando falta consciência da família, da sociedade ou dos poderes constituídos sobre suas reais atribuições. Nesta hora é preciso lidar com os conflitos sem abuso de autoridade, não perdendo o equilíbrio para não confundir a verdadeira e real obrigação do Conselho Tutelar frente à sociedade - que é a de multiplicar o número dos abnegados pela proteção dos direitos da criança e do adolescente, promovendo suas garantias pela fiscalização correta, sóbria, efetiva e permanente.

Caro leitor, como está a divulgação da lei 8.069/90-ECA em seu Município? Há parcerias entre o CMDCA, Conselho Tutelar e a Rede de Atendimento Social? E os Candidatos a Conselho e Conselheiros Tutelares estão conscientes de seus papéis? Participe, seja um parceiro desta nobre causa.


quinta-feira, 3 de março de 2011

CANDIDATOS AO PLEITO DE CONSELHEIRO TUTELAR EM OLÍMPIA - SP

Formando o Conselho Tutelar

De acordo com a extensão do Município e a complexidade de suas demandas de atendimento à criança e ao adolescente, será definido e disciplinado na Lei Municipal o número de Conselhos Tutelares adequado à sua realidade.
No mínimo, um Conselho Tutelar é obrigatório para todos os municípios. A existência de mais Conselhos Tutelares deve ser debatida e decidida à luz das reais necessidades e possibilidades municipais.

CURSO SÔBRE A LEI 8.069/90 - ESTATUTO DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE - ECA

Art. 1 - Esta Lei dispõe sobre a proteção integral à criança e ao adolescente.
O curso é obrigatório para os candidatos à conselheiro Tutelar e acontece de 26/02/2011 a 02/03/2011, com prova escrita sôbre a LEI 8.069/90 em 03/03/2011. Local: CRAS I - Centro de Referência de Assistência Social - Olímpia/SP

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

LUGAR DO SOCORRO

Estará você sofrendo desencantos...
Varando enormes dificuldades...
Suportando empreços com os quais você não contava...
Otrabalho em suas m~]ao, muitas vezes se lhe afigura um fardo dificil de carregar...
Falham recursos previstos...
Contratempos se seguem uns aos outros...
Tribulações de eentes amados lhe martelam a resistência...
A enfermidades veio ao seu encontro...
Entretanto, prossiga agindo e cooperando, em favor dos outros.
Não interrompa os seus passos, no serviço do bem, porque juntamente na execução dos seus próprios encargos é que os mensageiros de Deus encontrarão os meios de trazerem a você o socorro preciso.

ANDRÉ LUIZ.

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

FAER lança "Café & Poesia" no formato dos antigos cafés literários: cultura, chá e biscoitos


A Faculdade Ernesto Riscali - FAER, lançou o “1º Café & Poesia” ontem, quarta-feira (20) às 19h, na biblioteca da faculdade, contou com a presença de professores, alunos e convidados, com o objetivo de valorizar a cultura, descobrir talentos poéticos, reunir poetas e artistas da comunidade.

A abertura do evento se deu com a declamação feita pelos professores Genival Miranda e Bianca do poema “Rifa-se um Coração” de Clarisse Lispector. Em seguida, a professora de literatura, Olinda Aleixo, explicou sobre o projeto “Café e Poesia” e apresentou o convidado, professor, escritor e poeta olimpiense, Ivo de Souza, que falou sobre a sua vida de educador e o do trabalho na literatura como escritor de poemas.

RIFA-SE UM CORAÇÃO
Clarisse Lispector


Rifa-se um coração quase novo.
Um coração idealista.
Um coração como poucos.
Um coração à moda antiga.
Um coração moleque que insiste em pregar peças no seu usuário.
Rifa-se um coração que na realidade
está um pouco usado, meio calejado, muito machucado
e que teima em alimentar sonhos, e cultivar ilusões.
Um pouco inconseqüente
que nunca desiste de acreditar nas pessoas.
Um leviano e precipitado,
coração que acha que Tim Maia estava certo
quando escreveu... "não quero dinheiro,
eu quero amor sincero, é isso que eu espero...".
Um idealista...
Um verdadeiro sonhador...
Rifa-se um coração que nunca aprende.
Que não endurece,
e mantém sempre viva a esperança de ser feliz,
sendo simples e natural.
Um coração insensato que comanda o racional
sendo louco o suficiente para se apaixonar.
Um furioso suicida que vive procurando relações
e emoções verdadeiras.
Rifa-se um coração que insiste
em cometer sempre os mesmos erros.
Esse coração que erra, briga, se expõe.
Perde o juízo por completo em nome de causas e paixões.
Sai do sério e, às vezes revê suas posições
arrependido de palavras e gestos.
Este coração tantas vezes incompreendido.
Tantas vezes provocado. Tantas vezes impulsivo.
Rifa-se este desequilibrado emocional que,
abre sorrisos tão largos que quase dá pra engolir as orelhas,
mas que também arranca lágrimas e faz murchar o rosto.
Um coração para ser alugado,
ou mesmo utilizado por quem gosta de emoções fortes.
Um órgão abestado
indicado apenas para quem quer viver intensamente e,
contra indicado para os que apenas pretendem passar pela vida
matando o tempo, defendendo-se das emoções.
Rifa-se um coração tão inocente
que se mostra sem armaduras e deixa louco o seu usuário.
Um coração que quando parar de bater
ouvirá o seu usuário dizer para São Pedro na hora da prestação de contas:
" O Senhor poder conferir", eu fiz tudo certo,
só errei quando coloquei sentimento.
Só fiz bobagens e me dei mal
quando ouvi este louco coração de criança
que insiste em não endurecer e, se recusa a envelhecer".
Rifa-se um coração, ou mesmo troca-se por outro
que tenha um pouco mais de juízo.
Um órgão mais fiel ao seu usuário.
Um amigo do peito que não maltrate tanto o ser que o abriga.
Um coração que não seja tão inconseqüente.
Rifa-se um coração cego, surdo e mudo,
mas que incomoda um bocado.
Um verdadeiro caçador de aventuras que,
ainda não foi adotado, provavelmente,
por se recusar a cultivar ares selvagens ou racionais,
por não querer perder o estilo.
Oferece-se um coração vadio, sem raça, sem pedigree.
Um simples coração humano.
Um impulsivo membro de comportamento até meio ultrapassado.
Um modelo cheio de defeitos que,
mesmo estando fora do mercado,
faz questão de não se modernizar, mas vez por outra,
constrange o corpo que o domina.
Um velho coração que convence seu usuário
a publicar seus segredos e, a ter a petulância
de se aventurar como poeta.

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                                     Professor, escritor e poeta Ivo de Souza

O poeta disse que o trabalho com poesia “é muito árduo, é necessária muita dedicação, ser muito observador e perceber as coisas mais simples que muitas vezes passa despercebida dos olhos da grande maioria”.

                                      Professora de Literatura Olínda Aleixo
 
Para a professora de literatura Olinda Aleixo, o projeto “Café e Poesia” é uma atividade Cultural “no formato dos antigos cafés literários, onde seus participantes têm a oportunidade de declamar e ouvir boa música, sonetos, poesias e crônicas, sempre regadas a um café acompanhado de biscoitos e outros quitutes”.


O principal objetivo é valorizar a cultura, descobrir talentos poéticos, reunir poetas e artistas da comunidade, afirma Profª Olinda.
 

Estava presente um dos alunos do professor Ivo de Souza, que hoje é recém formado em Direito, passou na prova da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) com louvor, e já esta atuando com escritório em Olímpia, Daniel Joaquim Emilio.
Segundo Genival Miranda, “os encontros serão mensais e a expectativa é que a comunidade olimpiense participe com muito interesse por esse projeto, que estará aberto para quem tiver interesse, uma oportunidade de reunir pessoas de todas as artes”.

“As atividades do Café e Poesia acontecerão de forma livre e criativa e atenderá um calendário e divulgação antecipada”, conclui o professor.



fonte: Blog do Concon

terça-feira, 19 de outubro de 2010

Missa de Ação de Graças pelo Professor na Igreja-Matriz: emoção e fé pela Educação

Aconteceu neste domingo (17) uma Missa em Ação de Graças pelos educadores, realizada na Igreja Matriz São João Batista.

A igreja ficou lotada contando com a presença de centenas de professores da cidade que entraram em procissão com faixas e cartazes com informações de suas escolas. Funcionários e alunos foram recepcionados na entrada do templo. Texto e fotos: Genival Miranda

A secretária de educação de Olímpia, Eliana Bertoncello, representou o prefeito Geninho Zuliani (DEM). Os familiares dos professores também compareceram à celebração que foi marcada por homenagens e muita emoção.
Durante a homilia, o Padre José Antonio citou a profissão de professor como uma missão que cada um traz consigo, sendo mais que um trabalho, um dom de educar e transformar a sociedade para que esta seja mais justa e coerente.


“Ninguém escolhe ser professor, essa profissão cada um de vocês trouxe consigo desde muito cedo, é um dom de Deus para vocês professores e para seus alunos que recebem a dedicação e empenho de cada um, e por isso a exemplo do evangelho proferido devemos rezar e persistir na transformação do ser humano”, disse o celebrante.

Após a celebração, a secretária Eliana Bertoncello Monteiro, prestou uma homenagem aos educadores,afirmando que este “é um dia que sempre nos emociona, por que ser professor é uma benção e uma missão para vida inteira, que Deus abençoe a todos para que continue trilhando este caminho de luz”, disse a secretária.
O professor Thiago Pessoa também prestou sua homenagem lendo o texto “Mudando o mundo” e o professor e compositor Wadão Marques cantou homenageando os educadores. Finalizando com a benção do Padre José Antonio a todos os professores que estavam no altar.

Texto: Blog do Concon

Origem do Dia dos Professores


Você sabe como surgiu o Dia do Professor?

O Dia do Professor é comemorado no dia 15 de outubro.
Mas poucos sabem como e quando surgiu este costume no Brasil.
No dia 15 de outubro de 1827 (dia consagrado à educadora Santa Tereza D’Ávila), D. Pedro I baixou um Decreto Imperial que criou o Ensino Elementar no Brasil. Pelo decreto, “todas as cidades, vilas e lugarejos tivessem suas escolas de primeiras letras”. Esse decreto falava de bastante coisa: descentralização do ensino, o salário dos professores, as matérias básicas que todos os alunos deveriam aprender e até como os professores deveriam ser contratados. A idéia, inovadora e revolucionária, teria sido ótima – caso tivesse sido cumprida.
Mas foi somente em 1947, 120 anos após o referido decreto, que ocorreu a primeira comemoração de um dia dedicado ao Professor.
Começou em São Paulo, em uma pequena escola no número 1520 da Rua Augusta, onde existia o Ginásio Caetano de Campos, conhecido como “Caetaninho”. O longo período letivo do segundo semestre ia de 01 de junho a 15 de dezembro, com apenas 10 dias de férias em todo este período. Quatro professores tiveram a idéia de organizar um dia de parada para se evitar a estafa – e também de congraçamento e análise de rumos para o restante do ano.
O professor Salomão Becker sugeriu que o encontro se desse no dia de 15 de outubro, data em que, na sua cidade natal, professores e alunos traziam doces de casa para uma pequena confraternização. Com os professores Alfredo Gomes, Antônio Pereira e Claudino Busko, a idéia estava lançada, para depois crescer e implantar-se por todo o Brasil.
A celebração, que se mostrou um sucesso, espalhou-se pela cidade e pelo país nos anos seguintes, até ser oficializada nacionalmente como feriado escolar pelo Decreto Federal 52.682, de 14 de outubro de 1963. O Decreto definia a essência e razão do feriado: “Para comemorar condignamente o Dia do Professor, os estabelecimentos de ensino farão promover solenidades, em que se enalteça a função do mestre na sociedade moderna, fazendo participar os alunos e as famílias”.