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terça-feira, 4 de dezembro de 2012

Indisciplina na Aula

        

Um comportamento indisciplinado é qualquer acto ou omissão que contraria alguns princípios do regulamento interno ou regras básicas estabelecidas pela escola ou pelo professor ou pela comunidade. A indisciplina é uma resposta à autoridade do professor.
 
O aluno contesta porque não está de acordo com as exigências do professor, com os valores que ele pretende impor, com os seus critérios de avaliação, a sua parcialidade, ... Existe entre o professor e o aluno uma relação desequilibrada. O aluno não aceita o professor ou a sua disciplina. O professor não consegue motivar o aluno ou despertá-lo ou cativá-lo. 

Os motivos da indisciplina podem ser extrínsecos à aula , tais como problemas familiares, inserção social ou escolar, excessiva protecção dos pais, carências sociais, forte influência de ídolos violentos, etc. Nestes casos o professor pouco pode fazer. No entanto existem outras causas que resultam de disfunções entre os alunos e a escola.
Desmotivação dos alunos e o desinteresse explicito por aquilo que se pretende ensinar ou qualquer outro comportamento inadequado, por vezes não são mais do que chamadas de atenção ao professor sobre os seus métodos de ensino ou sobre as estratégias de relação na aula. O professor deve ser explícito e justo na negociação do contrato que é feito com os alunos. A alteração das regras pode provocar indisciplina.Um aluno indisciplinado pode não ter insucesso.

O aluno traz para a aula os valores e atitudes que foi apreendendo até aquele momento. A indisciplina pode ser um reflexo da ausência de condições para uma adequada educação familiar.

A indisciplina pode surgir como a outra alternativa ao seu insucesso escolar, procurando deste modo "valorizar" a sua relação com os outros. Este insucesso não se refere exclusivamente às classificações nas disciplinas, mas também em certos valores, que ele pensa serem assumidos pela comunidade, e que o aluno não vê reflectido nele.

A própria constituição física ou intelectual do aluno pode provocar comportamentos indisciplinados. A imaturidade, a vadiagem, a desatenção, a incapacidade de fixação, o baixo rendimento escolar, a agressividade devem ser pesquisadas como sintomas de distúrbios mais profundos (quer fisiológicos, quer emocionais), que é preciso tratar, sem o qual as repressões ou sanções serão totalmente ineficazes e até contraproducentes.

A Conversa entre os alunos pode ser outra forma de indisciplina. Os alunos falam e continuam a falar, mesmo depois do professor os chamar à atenção.
  • Porquê a necessidade de conversar nas aulas ?
· Para relatar assuntos exteriores à sala de aula.
· Para mostrar que faz parte do grupo/turma.
· Para mostrar oposição à autoridade do professor.
· Para esclarecer ou compreender o que o professor acabou de dizer.
· Para mostrar o seu descontentamento com a disciplina e/ou o professor. Etc .

*Utilizam-se estratégias adequadas a cada aluno e a cada situação. A linguagem e o discurso adequados do professor são instrumentos capazes de alterar alguns comportamentos. 


Como prevenir comportamentos indesejáveis numa aula?

A prevenção deverá ser ponderada. 

No inicio do ano escolar os desconhecidos encontram-se com apreensão. Tanto o professor como os alunos fazem avaliações mútuas. O professor utiliza estratégias mais ou menos adequadas de modo a prevenir comportamentos indesejáveis. Define as regras comportamentais, de um modo explicito ou não, entre os alunos e entre si e eles, principalmente se a turma se mostra muito indisciplinada. Regras estas que vão sendo reforçadas ou tornam-se flexíveis ao longo do ano, paralelamente a uma pioria ou uma melhoria das atitudes dos alunos. 
O professor é um líder. Para os alunos, o professor é a imagem de um ideal (positivo ou negativo), queira-se ou não.
Um objectivo do professor é favorecer um determinado modelo de conduta. Favorecer o desenvolvimento de comportamentos e uma forma de estar na vida para o aluno.
O professor assume no início algumas atitudes, que ao longo do ano se tornam mais ou menos flexíveis:
- mostrar-se sério nas primeiras aulas, não tendo um sorriso fácil;
- impedir ou limitar as saídas durante a aula;
- não permitir que se levantem do lugar sem que peçam autorização;
- não permitir que troquem materiais sem que peçam autorização;
- dispor os alunos em lugares fixos de modo a favorecer a cooperação e a concentração;
- quando um aluno ou o professor fala os outros escutam;
- não confundir a simpatia com o "porreirismo da silva".
Se o professor assumir uma atitude disponível mas realista, dando confiança aos alunos mas sem perder a situação e sem se mostrar inutilmente permissivo, é possível que consiga evitar alguns conflitos. 

É muito importante a fase inicial do ano. Torna-se conveniente evitar o mais possível o recurso a castigos e a críticas. O professor deve assumir a atitude de quem detém um poder mas não se sabe bem quanto nem quando o vai usar. Se um professor usa demais as mesmas armas, acaba por ficar desarmado. Não é aconselhável a censura permanente, sendo mais adequado ignorar os comportamentos incorrectos que não perturbem directamente com o desenrolar da aula. Utilizam-se estratégias adequadas a cada aluno e a cada situação.
        
A seguir apresentam-se a algumas estratégias que o professor pode adoptar para prevenir comportamentos indisciplinados.
» Reflectir sobre as atitudes e funções do professor .
» Planificar a aula cuidadosamente em todos os seus momentos. Promove-se a concentração. Quanto mais eficaz e bem organizada for uma aula, melhor vai ser o comportamento de cada aluno.
» Cativar os alunos para a sua disciplina, de modo que eles não digam que "a veradeira vida é lá fora".
» Observar cada aluno.
» Favorecer o desenvolvimento da autoconfiança.
» Fomentar o respeito mútuo entre os alunos e entre os alunos e o professor.
» Discutir com os alunos o regulamento de uma turma, respeitando-o e fazendo-o respeitar.

terça-feira, 29 de maio de 2012

EDUCAR BEM? DE QUEM É ESSE PAPEL?

Há um consenso na sociedade de que é importante educar bem. Mas, afinal, o que é educar bem? A resposta a esta pergunta parece simples, mas não é, pois envolve diferentes concepções do papel da escola, da sociedade e da família.

A família, seja ela tradicional ou não, é a principal responsável pela educação de uma criança. É na família que a criança aprende a dar e receber afeto, administrar a explosão de sentimentos, uma religião (ou a não ter religiões), hábitos de higiene e de ordem, compartilhar vivência e a língua materna (ou as línguas, em alguns casos). A maior parte dos aprendizados que ocorrem no contexto familiar se dá pela observação do que fazem os pais. Se os pais têm o habito de se ofenderem com palavras de baixo calão, a criança aprendera rapidamente a fazer o mesmo. Se, ao contrário, os pais vivem numa relação de mutuo respeito, a criança tenderá a reproduzir este respeito na relação com ele e com outras pessoas de sua convivência diária. Da mesma maneira, se os pais gastam o tempo livre na frente da televisão, não podem esperar que seus filhos aprendam a gostar de ler bons livros.

Mas há um aprendizado ainda mais importante que a família transmite: valores. É como os pais e demais familiares que aprendemos a valorizar o esforço e a ética, ou alternativamente a malandragem e a esperteza. Também aprendemos a ser generosos, a ter compaixão, ou a sermos gananciosos e autofocados.

No entanto, a educação não se restringe à família. A escola também tem importante papel, não apenas na formação de hábitos e na disseminação de valores, como no desenvolvimento de competências para a vida futura dos alunos como cidadãos profissionais. Assim, cabe à escola promover a capacidade de leitura e interpretação de textos, de comunicação escrita competente, de raciocínio matemática e deve instigar uma mente investigativa nos alunos, base para conhecimento e pesquisa cientifica. Ao mesmo tempo a escola deve repassar conhecimentos que garantam aos estudantes a compreensão do processo histórico, das ações e reflexões de seus personagens e pensadores, da localização dos acidentes geográficos, das comunidades humanas e suas atividades no planeta e também das leis que regem os fenômenos naturais. E o mais desafiador é garantir a ligação entre os saberes. É importante ensinar diferentes disciplinas. Mas é igualmente relevante mostrar os vínculos entre elas. Afinal, o mesmo ser humano que se questiona sobre o destino último de nossa condição está submetido a leis físicas, a uma herança histórica e aos condicionantes que sua geografia lhe impõe.

É papel da sociedade como um todo educar bem os seus cidadãos. Pensando em algumas recomendações que poderiam ser dadas a educadores, pais, crianças e jovens. Para os pais é muito importante ter em mente que a educação é tarefa prioritária da família e que ela ocorre não por discursos aos filhos, mas peã observação direta que eles fazem, no cotidiano, de nossas ações e dos valores que pautam nossas vidas. Aos educadores, deve-se desenvolver um espírito de profissionalismo e responsabilidade e, ao mesmo tempo, lembrar que o educador (diz Rubem Alves), é uma árvore frondosa que dá sombra e faz com que os alunos queiram ficar lá debaixo de seus galhos levantados para céu, enquanto as raízes buscam alimento. Encantar e instigar são as palavras chave.

Aos alunos, a proposta é saber que vocês são protagonistas dos seus sonhos. A família lhes ensina valores, a escola lhes da conhecimentos, mas vocês são portadores de sonhos de futuro e ninguém vai construí-los para vocês. Após receber uma boa educação, cabe a cada um construir sua vida e, com muito esforço e alguma sorte, ser gente da construção do futuro ou lamentar os insucessos ocorridos. Mas tudo começa com a formação de um sonho, seja ele qual for.

Mas o que é educar bem para um estado ou município? É investir com persistência na melhoria do ensino, com instrumentos adequados para aferir se as crianças estão aprendendo, incluir todos na escola, garantindo educação de qualidade para todos e para cada um. O mais importante para educação é a vivencia de bons valores, honestidade, respeito, caridade, compaixão e retidão. Os Sonhos ajudam a construir um mundo mais bonito! 
Genival Ferreira de Miranda
Pedagogo