quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

CURSO DE TEATRO NA CASA DA CULTURA DE OLIMPIA

A partir desta segunda-feira 28 de janeiro estão abertas as inscrições para o projeto Iniciação Teatral, no qual objetiva aulas teóricas e práticas de teatro para faixas etárias de 12 a 18 anos. O curso é promovido pela Prefeitura de Olímpia, por meio da Secretaria Municipal da Cultura. As inscrições poderão ser realizadas na sede da Secretaria na Casa de Cultura, situada na Rua São João, nº. 942, das 10h às 12h e das 13h às 15h de segunda a sexta. 
Professor Genival  - Oficina de Teatro com Crianças
O curso de teatro é gratuito e disponibiliza 20 vagas para adolescentes e Jovens de faixa etária (12 anos a 18 anos). As vagas são limitadas e por esse motivo poderá passar por uma triagem de seleção, o curso oferece oportunidade a todos os jovens que busquem se desenvolver a oralidade e desenvoltura na expressão corporal e prática teatral. 
Oficina de Teatro - Educandário

O curso terá duração de cinco meses e as aulas serão ministradas uma vez por semana, aos Sábados, no seguinte horário: das 14:30 às 16:30 horas; O curso será realizado na Casa de Cultura de Olímpia fica na rua São João, nº 942, e será ministrado pelo professor de Arte Cênica Genival Miranda. 
Oficina de Tearo na Escola
Segundo o Secretário de Cultura Guto Zanette, o projeto Iniciação Teatral, visa incentivar a produção local de arte cênica, podendo democratizar o acesso ao teatro, tendo como proposta formar novos grupos e fomentar a atividade cultural na cidade. 
“Este projeto consiste  em oferecer aulas de teatro gratuitas para 20 alunos, sendo jovens e adolescentes entre 12 a 18 anos. O projeto terá duração de cinco meses e terminará em Julho com a apresentação de um espetáculo realizado pelos alunos. Vale ressaltar também que ele democratiza o acesso ao teatro”, comenta o secretário municipal da Cultura, Guto Zanette. 
Oficina de Teatro - Educandário
Fonte: Blog Concon / Classinew

domingo, 30 de dezembro de 2012

LEITURA CRÍTICA DE TEXTOS CONTRIBUI PARA O ENSINO ESCOLAR



 Genival Ferreira de  Miranda

         

A linguagem se transforma histórico socialmente, por isso não é estática, por isso os modelos de ensino também devem mudar e acompanhar a essa transformação. A educação é comum para todos, já não pode ficar circunscrita à alfabetização ou à transformação, mecânica três técnicas da vida civilizada, ler escrever e contar. Deve-se estabelecer um caráter democratizado e modernizador da sociedade, abandonando seu caráter elitista excludente. Par tanto, é necessário que o professor investigue quais conhecimentos o aluno já construiu sobre linguagem verbal para poder organizar a sua intervenção de maneira adequada. Esse procedimento precisa ser garantido não só nos ciclos iniciais, mas durante todo o processo de ensino e aprendizagem, não é, portanto, esporádico. Após a realização das atividades de leitura e escrita, é possível saber o que foi aprendido pelos alunos para poder identificar o que é necessário ser trabalhado a seguir, tendo em vista os objetivos propostos. No entanto, a analise daquilo que foi ou não aprendido precisa ser realizado num contexto em que se considere também o que foi de fato ensinado e a maneira pela qual isso foi feito. É a partir da relação estabelecida entre ensino e aprendizagem que se torna possível ao professor compreender melhor por que alguns aspectos dos conteúdos abordados foram mais bem aprendidos que outros. Isso pode fornecer informações mais precisas para modificar a intervenção, caso seja necessário, dotando sua pratica de maior qualidade.

Pode-se dizer, assim, que a questão da transformação das praticas, métodos e conteúdos escolares estão em pauta desde que a escola deixou de ser, no plano do embate político, ainda que não de fato, um privilégio de um segmento social para se tornar um direito de todos. O aprendizado da leitura e da escrita não pode ser feito como algo paralelo ou quase à realidade concreta do alfabetizando, é na medida em que o alfabetizando vai organizando uma forma cada vez mais justa de pensar, através da problematização de seu mundo, da analise crítica de sua pratica, irão podendo atuar cada vez mais seguramente no mundo.

Percebe-se que a leitura crítica contribui para o ensino de língua materna uma vez que a leitura constitui-se numa das atividades humanas essenciais, leio, penso, falo, ouço e escrevo. Portanto, ler, significa colher conhecimentos e o conhecimento é sempre um ato criador, pois obriga a redimensionar o que já está estabelecido, introduzindo meu mundo em novas séries de relações e em um novo modo de perceber o que me cerca, dominado assim a linguagem numa percepção própria, agregada de valores e cultura.

Não basta saber falar e escrever, é preciso dominar a linguagem para participar da vida do bairro, da cidade e do país. Pelo uso da linguagem, escolhendo as palavras certas para cada tipo de discurso, as pessoas se comunicam, trocam opiniões, têm acesso às informações, protestam e fazem cultura. Em outras palavras tornam-se cidadãs.

A Linguagem, escrita ou falada, pode apresentar-se de várias formas, dependendo de seus objetivos. Um bate-papo entre amigos, uma carta ou uma lista de compras são manifestações da linguagem. Nós nos comunicamos também usando diferentes registros. É fácil entender que se você tiver de falar com uma autoridade, certamente não usará termos, expressões e gestos dos que emprega quando está com os amigos num lugar informal. A comunicação, nesses casos, se dará em dois registros diferentes. Dominar a linguagem é saber usa-la de maneira adequada a seus destinatários, ou seja, adaptando-se a diferentes registros e de forma coerente com seus objetivos e com o assunto tratado.

Para que seja possível alguém ter o domínio de maneira eficaz da linguagem, deve ser capaz de produzir e interpretar textos, tanto para as necessidades do dia-a-dia, escrever um recado, ler as instruções de uso de um eletrodoméstico, como para ter acesso aos bens culturais e à participação plena no mundo letrado, entender o que é dito num telejornal e ler um livro de poesias.

Muitas pessoas acreditam que o ato de ler se resume em saber identificar o código alfabético, porém não entendem que o ato de ler é muito mais abrangente do que a leitura da escrita, por isso é preciso ler, mesmo antes de dominar o alfabeto. A tradição ensina que alfabetizar é tratar da linguagem escrita e lecionar Português é trinar os alunos a representar graficamente a fala pela combinação das letras do alfabeto. Na verdade muito mais do que isso. Falar e escutar, além de ler e escrever são ações que permitem produzir e compreender textos.

A leitura é um ato de compreensão do que se vê ou se sente por isso às crianças iniciam seu aprendizado de leitura do mundo a partir de sentimentos anteriores aos da visão, aprende a respirar e, aos poucos, troca um modo de viver por outro, percebendo novas realidades, por meio do tato, olfato, paladar etc. Acrescenta, mais tarde, a essa percepção quase apenas sensitiva da linguagem oral e depois o da escrita que a primeira palavra lida inaugura. Sendo assim, ler significará para sempre o ato de compreender, estabelecer relações inicialmente individuais com cada objeto, ampliando-as mais tarde.

Cabe à escola desenvolver também a linguagem oral de seus alunos. Aprende-se a fala fora dos bancos da escola, mas na sala de aula é possível mostrar as falas mais adequadas e eficientes nas diferentes situações cotidianas, como também estabelecer a leitura como um processo de relação dinâmica que vincula a linguagem à realidade.

Ler e escrever são atividades que se complementam. Os bons leitores têm grandes chances de escrever bem, já que a leitura fornece a matéria-prima para a escrita. Quem lê mais dispões de um vocabulário mais rico e compreende melhor a estrutura gramatical e as normas ortográficas da Língua Portuguesa. Quanto mais variados, interessantes e divertidos forem os textos que se apresentam aos alunos, maior será a chance deles se tornarem leitores hábeis. Se na sala de aula só entrarem aqueles textos escritos explicitamente para ensinar a ler, que despertam pouca atenção nos alunos, provavelmente eles se desinteressarão da leitura e terão dificuldade em aprender.

Em muitas escolas a Língua Portuguesa ainda é ensinada de maneira formal, chata, sem entusiasmo. Esse tipo de ensinar não atende às necessidades da sociedade. Cada vez mais o aluno terá de compreender a escrever textos diferenciados, claros e criativos. Não é preciso quebrar a cabeça para conseguir textos diversificados para utilizar em classe. Eles estão por toda parte, são jornais, folhetos de propaganda, revistas. Até algumas embalagens de produtos alimentícios trazem pequenos textos repletos de informação. O importante é que o material escrito apresentado aos alunos seja interessante e desperte a curiosidade das crianças. Lembrando que textos literários e poesias também devem ser utilizados.

É necessário também incentivar a leitura diária, não se formam bons leitores se eles não tem um contato íntimo com os textos. Há inumeras maneiras de fazer isso, os alunos podem ler em silêncio, ou em voz alta, em grupo ou individualmente, ou o professor lê um texto para a turma. Tais possibilidades devem ser escolhodas de acordo com a atividade que está sendo desenvolvida em classe.

Para que os alunos tenham condições de gostar de ler, precisam ter contato com leituras  de diferentes níveis e assuntos. Quando a criança já lê textos simples por conta própria, o professor deve ampliar seu reertório de conhcecimentos monstran-lhe outras leituras. Por exemplo, lendo para classe jornais, revistas e livirs infantis. Isso faz com que a criança compreenda que existem textos feitos para informar, para divertir e que podem ser fonte de prazer. Com eles, o leitor pode "viajar" para lugares diferentes. O alunos logo entenderá que vale a pena se esforçar, pois ele também podera usufruir tais prazeres.



Referencia Bibliográficas:

Parâmetros Curriculares Nacionais – Ministério as Educação – Secretaria da Educação Fundamental. 3ª ed – Brasília: A secretaria, 2001.

PERROTTI, E. Confinamento Cultural Infância e leitura, São Paulo, 112p. Ed. Summus

MACHADO, ANA M. Como e por que ler os Clássicos Universais Desde Cedo, São Paulo, 146 p – Ed. Paz e Terra.

LEMER, D. Ler e Escrever na Escola, S120p. Ed. Artmed


quarta-feira, 26 de dezembro de 2012

Natal Somos Nós!

                        
                            Natal somos nós quando decidimos nascer de novo, a cada dia, nos transformando. Somos o pinheiro de natal quando resistimos vigorosamente aos tropeços da caminhada. Somos os enfeites de natal quando nossas virtudes, nossos atos, são cores que adornam. Somos os sinos do natal quando chamamos, congregamos e procuramos unir. Somos luzes do natal quando simplificamos e damos soluções. Somos presépios do natal quando nos tomamos pobres para enriquecer a todos. Somos os anjos do natal quando cantamos ao mundo o amor e a alegria. Somos os pastores de natal quando enchemos nossos corações vazios com Aquele que tudo tem. Somos estrelas do natal quando conduzimos alguém ao Senhor. Somos os Reis Magos quando damos o que temos de melhor, não importando a quem. Somos as velas do natal quando distribuímos harmonia por onde passamos Somos Papai Noel quando criamos lindos sonhos nas mentes infantis. Somos os presentes de natal quando somos verdadeiros amigos para todos. Somos cartões de natal quando a bondade está escrita em nossas mãos. Somos as missas do natal quando nos tomamos louvor, oferenda e comunhão. Somos as ceias do natal quando saciamos de pão, de esperança, qualquer pobre do nosso lado. Somos as festas de natal quando nos despimos do luto e vestimos a gala. Somos sim, a Noite Feliz do Natal, quando humildemente e conscientemente, mesmo sem símbolos e aparatos, sorrimos com confiança e ternura na contemplação interior de um natal perene que estabelece seu Reino em nós. Obrigado Jesus! Por vossa luz, perdão e compreensão. Feliz Natal, Amigos!

domingo, 9 de dezembro de 2012

NINGUEM PODE VIVER ISOLADO



Aristóteles fundamenta a tese que “o homem é um animal social” dizendo que a união entre os homens é natural, porque o homem é um ser naturalmente carente, que necessita de coisas e de outras pessoas para alcançar a sua plenitude. Aristóteles afirma:


“As primeiras uniões entre pessoas, oriundas de uma necessidade natural, são aquelas entre seres incapazes de existir um sem o outro, ou seja, a união da mulher e do homem para perpetuação da espécie (isto não é resultado de uma escolha, mas nas criaturas humanas, tal como no outros animais e nas plantas, há um impulso natural no sentido de querer deixar depois de individuo um outro ser da mesma espécie).” (Política, I, 1252a e 1252b, 13-4)


Aristóteles faz a diferenciação entre dois tipos de espécies, as gregárias (koinonia), e as solitárias (monadika), sendo que o homem faz parte das duas espécies. As duas espécies são passiveis de uma nova divisão, aquelas que são propensas há uma vida sociável (politika) e aquelas que vivem de maneira esparsa (sporadika). O homem faz parte do primeiro grupo (politika). Portanto, a sociabilidade faz parte da natureza humana. Segundo Aristóteles:

“a cidade é uma criação natural, e que o homem é por natureza uma animal social, e que é por natureza e não por mero acidente, não fizesse parte de cidade alguma, seria desprezível ou estaria acima da humanidade [...] Agora é evidente que o homem, muito mais que a abelha ou outro animal gregário, é um animal social. Como costumamos dizer, a natureza não faz nada sem um propósito, e o homem é o único entre os animais que tem o dom da fala. Na verdade, a simples voz pode indicar a dor e o prazer, os outros animais a possuem (sua natureza foi desenvolvida somente até o ponto de ter sensações do que é doloroso ou agradável e externá-las entre si), mas a fala tem a finalidade de indicar o conveniente e o nocivo, e portanto também o justo e o injusto; a característica especifica do homem em comparação com os outros animais é que somente ele tem o sentimento do bem e do mal, do justo e do injusto e de outras qualidades morais, e é a comunidade de seres com tal sentimento que constitui a família e a cidade.” (Política, I, 1253b, 15)

Assim, “a natureza social do homem se manifesta na linguagem, no dizer ou no logos [...] O homem é o único animal que fala, e o falar é função social” (MARÍAS 2004, 91). Assim em sociedade, o homem poderá realizar a sua potencia mais elevada – vida política (politikon).

Pensando na definição de Aristóteles, posso dizer que o homem enquanto ser social partilha de uma herança genética que o define como ser humano.  A nossa estrutura cerebral permite-nos desenvolver a linguagem e interpretar os estímulos provenientes do meio.  É na capacidade de o ser humano se adaptar ao meio e de transmitir ás gerações seguintes as suas conquistas, é na sua capacidade de aprender que reside a linha que distingue o ser humano do animal. O homem só se realiza como Pessoa na relação com os outros, relação essa que tem vários níveis e assume múltiplas formas: universalidade; sociabilidade e intimidade.  Ao nível da intimidade a pessoa encara-se como um ser dotado de uma consciencia de si, baseada na racionalidade e nas emoções que, embora seja individual e interior, só se constroi com base em relações significativas com outros seres humanos... Ao nível da sociabilidade a pessoa encontra-se como membro de uma sociedade organizada, necessitando de passar por um longo processo de socialização até que  possa assumir-se como um membro ativo da sociedade a que pertence. Não se pode dizer que a sociedade é uma mera soma de individuos, uma vez que cada individuo é, em si mesmo, um produto da cultura da sociedade a que pertence.

Sendo assim, podemos dizer que ninguém gosta de viver só, vivemos em busca de um ideal de felicidade que só pode ser encontrado na coletividade, por exemplo: como podemos ser felizes se não podemos compartilhar a felicidade com outras pessoas? Possuem-se bens materiais de grande valor para quem vou mostrar? Todos tem necessidade da companhia de outras pessoas. Podemos, por algum tempo viver isolados, mas não por muito tempo. Por isso como Aristóteles define, viver em sociedade constitui uma característica fundamental da pessoa humana. Já na idade da pedra, os homens se reuniam para caçar e descobrir um modo de sobreviver. Podemos observar que o homem em grupo pode se organizar e se fortalecer para enfrentar as vicissitudes da vida, percebe-se que o homem não viveria por muito tempo de forma isolada.

O escritor italiano Umberto Paolo Quintavalle é autor de um conto intitulado “As Quatro Drogas de Robinson Crusoé”. O personagem desse conto tem uma grande tendência para viver isolado. Naufrago, passa a viver numa ilha de fauna e vegetação abundantes, mas não habitada pelo homem. Goza de algum conforto: alimentação farta e quase nenhum trabalho. Mas seus únicos companheiros são pequenos macacos e cabras afáveis. Quando já velho, pressente a morte e lamenta: “Preferiria a miséria, a falta de bens materiais, desde que tivesse comigo um único ser humano. Não precisaria toca-lo: já me bastaria vê-lo. Hoje sei que a solidão é horrível. Não existe miséria pior que estar só”.


quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

POSSE NA ACADEMIA OLIMPIENSE DE LETRAS - 01/12/2012

Sábado, dia 01 de Dezembro de 2012 tomei posse na cadeira 05 da Academia Olimpiense de Letras. Tendo como patrono o poeta, contista e cronista brasileiro Carlos Drummond  de Andrade, a escolha de patronos ocorreu na reunião do dia 03 de julho de 2012 onde se deu por meio de sorteio, os acadêmicos já haviam pesquisado grandes escritores do ramo da literatura que mais simpatizavam, nesse dia fiquei muito emocionado porque já sentia muita admiração por Drummond, considerado um dos maiores representantes da literatura brasileira do século XX, fiquei muito emocionado naquele dia, da mesma forma que fique emocionado no dia da posse onde me senti honrado e orgulhoso de fazer parte desse grupo ilustre da Academia Olimpiense de Letras, onde estarei junto com os confrades defendendo e promovendo nossa sexta Arte, a Literatura. A Academia Olimpiense de Letras foi criada em 19 de junho de 2012, onde tambem foi ecolhida a primeira diretoria da qual sou 1º tesoureiro. Assim nasce a beleza da realização de sonhos! 
 São tantos os sonhos possíveis na construção de nossos castelos, e como são encantadores, viver a liberdade real, uma liberdade que poucos alcançam, essa que me refiro é a busca da verdade, aquela verdade que não existe neste mundo, a verdade do mundo das idéias aquela mundo real de Platão. Sou livre quando escrevo, quando escrevo não sinto censura, a verdade não é para quem escolhe e sim para quem busca. Buscar? Buscar o que? Sonhos? Fantasias? Verdades!...sim verdades, os sonhos nos revelam verdades. Os sonhos são extraordinariamente sedutores porque nos permitem vislumbrar o inatingível e também porque nos dão a possibilidade de comemorar, no sobressalto, a certeza de que as agruras em momento de sono profundo, podem não passar de provocações dos sentidos. Nos sonhos vivem os poetas, os contadores de estórias. Imersos na fantasia da suposição, imaginam-se esses personagens, capazes de revolver montanhas, de reciclar sentimentos, de provocar encontros promissores entre a incerteza e a convicção.

GFM

terça-feira, 4 de dezembro de 2012

Como se resolve a indisciplina?


Que a profissão docente passa por um momento delicado é algo reconhecido não apenas por quem faz da sala de aula o seu dia a dia, mas também pelos estudiosos que se debruçam sobre o assunto. Philippe Perrenoud, referência na sociologia da Educação, costuma afirmar que nunca foi tão difícil ser professor. 

Isso porque a escola passa por dois movimentos de mudança - ambos externos aos seus muros. Por um lado, cobra-se cada vez mais tarefas da instituição: ensino dos conteúdos regulares, temas transversais, cidadania, ética, educação sexual e por aí vai. De outro, afirma o especialista, "as condições de exercício da profissão estão cada vez mais difíceis". 

Entre essas dificuldades, a indisciplina lidera  a lista de queixas. Pesquisa realizada por NOVA ESCOLA e Ibope em 2007 com 500 professores de todo o país revelou que 69% deles apontavam a indisciplina e a falta de atenção entre os principais problemas da sala de aula. Só quem sente na pele a questão no cotidiano tem a real dimensão de como o problema é desgastante, levando ao desestímulo com a profissão e, muitas vezes, até ao abandono.

Mas, calma. Respire. É possível, sim, virar esse jogo. Quer conseguir uma turma atenta e motivada? Sim, é possível. Na maioria das vezes, trata-se de um trabalho de longo prazo, com avanços e recuos e rediscussões permanentes, em que o trabalho em equipe é essencial. Não há receita mágica, mas muitos caminhos para chegar lá. 

Fonte: http://revistaescola.abril.com.br/gestao-escolar/diretor/indisciplina-503228.shtml

Indisciplina na Aula

        

Um comportamento indisciplinado é qualquer acto ou omissão que contraria alguns princípios do regulamento interno ou regras básicas estabelecidas pela escola ou pelo professor ou pela comunidade. A indisciplina é uma resposta à autoridade do professor.
 
O aluno contesta porque não está de acordo com as exigências do professor, com os valores que ele pretende impor, com os seus critérios de avaliação, a sua parcialidade, ... Existe entre o professor e o aluno uma relação desequilibrada. O aluno não aceita o professor ou a sua disciplina. O professor não consegue motivar o aluno ou despertá-lo ou cativá-lo. 

Os motivos da indisciplina podem ser extrínsecos à aula , tais como problemas familiares, inserção social ou escolar, excessiva protecção dos pais, carências sociais, forte influência de ídolos violentos, etc. Nestes casos o professor pouco pode fazer. No entanto existem outras causas que resultam de disfunções entre os alunos e a escola.
Desmotivação dos alunos e o desinteresse explicito por aquilo que se pretende ensinar ou qualquer outro comportamento inadequado, por vezes não são mais do que chamadas de atenção ao professor sobre os seus métodos de ensino ou sobre as estratégias de relação na aula. O professor deve ser explícito e justo na negociação do contrato que é feito com os alunos. A alteração das regras pode provocar indisciplina.Um aluno indisciplinado pode não ter insucesso.

O aluno traz para a aula os valores e atitudes que foi apreendendo até aquele momento. A indisciplina pode ser um reflexo da ausência de condições para uma adequada educação familiar.

A indisciplina pode surgir como a outra alternativa ao seu insucesso escolar, procurando deste modo "valorizar" a sua relação com os outros. Este insucesso não se refere exclusivamente às classificações nas disciplinas, mas também em certos valores, que ele pensa serem assumidos pela comunidade, e que o aluno não vê reflectido nele.

A própria constituição física ou intelectual do aluno pode provocar comportamentos indisciplinados. A imaturidade, a vadiagem, a desatenção, a incapacidade de fixação, o baixo rendimento escolar, a agressividade devem ser pesquisadas como sintomas de distúrbios mais profundos (quer fisiológicos, quer emocionais), que é preciso tratar, sem o qual as repressões ou sanções serão totalmente ineficazes e até contraproducentes.

A Conversa entre os alunos pode ser outra forma de indisciplina. Os alunos falam e continuam a falar, mesmo depois do professor os chamar à atenção.
  • Porquê a necessidade de conversar nas aulas ?
· Para relatar assuntos exteriores à sala de aula.
· Para mostrar que faz parte do grupo/turma.
· Para mostrar oposição à autoridade do professor.
· Para esclarecer ou compreender o que o professor acabou de dizer.
· Para mostrar o seu descontentamento com a disciplina e/ou o professor. Etc .

*Utilizam-se estratégias adequadas a cada aluno e a cada situação. A linguagem e o discurso adequados do professor são instrumentos capazes de alterar alguns comportamentos. 


Como prevenir comportamentos indesejáveis numa aula?

A prevenção deverá ser ponderada. 

No inicio do ano escolar os desconhecidos encontram-se com apreensão. Tanto o professor como os alunos fazem avaliações mútuas. O professor utiliza estratégias mais ou menos adequadas de modo a prevenir comportamentos indesejáveis. Define as regras comportamentais, de um modo explicito ou não, entre os alunos e entre si e eles, principalmente se a turma se mostra muito indisciplinada. Regras estas que vão sendo reforçadas ou tornam-se flexíveis ao longo do ano, paralelamente a uma pioria ou uma melhoria das atitudes dos alunos. 
O professor é um líder. Para os alunos, o professor é a imagem de um ideal (positivo ou negativo), queira-se ou não.
Um objectivo do professor é favorecer um determinado modelo de conduta. Favorecer o desenvolvimento de comportamentos e uma forma de estar na vida para o aluno.
O professor assume no início algumas atitudes, que ao longo do ano se tornam mais ou menos flexíveis:
- mostrar-se sério nas primeiras aulas, não tendo um sorriso fácil;
- impedir ou limitar as saídas durante a aula;
- não permitir que se levantem do lugar sem que peçam autorização;
- não permitir que troquem materiais sem que peçam autorização;
- dispor os alunos em lugares fixos de modo a favorecer a cooperação e a concentração;
- quando um aluno ou o professor fala os outros escutam;
- não confundir a simpatia com o "porreirismo da silva".
Se o professor assumir uma atitude disponível mas realista, dando confiança aos alunos mas sem perder a situação e sem se mostrar inutilmente permissivo, é possível que consiga evitar alguns conflitos. 

É muito importante a fase inicial do ano. Torna-se conveniente evitar o mais possível o recurso a castigos e a críticas. O professor deve assumir a atitude de quem detém um poder mas não se sabe bem quanto nem quando o vai usar. Se um professor usa demais as mesmas armas, acaba por ficar desarmado. Não é aconselhável a censura permanente, sendo mais adequado ignorar os comportamentos incorrectos que não perturbem directamente com o desenrolar da aula. Utilizam-se estratégias adequadas a cada aluno e a cada situação.
        
A seguir apresentam-se a algumas estratégias que o professor pode adoptar para prevenir comportamentos indisciplinados.
» Reflectir sobre as atitudes e funções do professor .
» Planificar a aula cuidadosamente em todos os seus momentos. Promove-se a concentração. Quanto mais eficaz e bem organizada for uma aula, melhor vai ser o comportamento de cada aluno.
» Cativar os alunos para a sua disciplina, de modo que eles não digam que "a veradeira vida é lá fora".
» Observar cada aluno.
» Favorecer o desenvolvimento da autoconfiança.
» Fomentar o respeito mútuo entre os alunos e entre os alunos e o professor.
» Discutir com os alunos o regulamento de uma turma, respeitando-o e fazendo-o respeitar.